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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Jornalismo
 
Mirem-se nos bons exemplos
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Momentos de igualdade que aumentam a desigualdade?


A atual Copa do Mundo é um bom laboratório para analisar os críticos do comportamento humano, principalmente os que procuram a perfeição em todos os sentidos. Que o brasileiro é subdesenvolvido porque gosta de futebol todos sabemos, mas a extensão para definir o mau caráter e a má influência surgiu na atual edição. O pior é que pessoas de países considerados extremamente educados e conscientes mostraram que não é bem assim. Depois de eliminar a Colômbia, os ingleses consumiram mais de 1 milhão de litros de cerveja e faltaram ao trabalho.
Mas houve a indispensável crítica do Maradona sobre o Neymar. Logo ele que nos gramados deixou péssimos exemplos, assim como na vida pessoal. Para refrescar a memória dos fãs dele e crítico do nosso atleta, foi pego no exame antidoping, em plena Copa dos Estados Unidos. Quanta moral para falar de outro profissional! Na vida pessoal, além das inúmeras internações em clínicas para reabilitação de drogados, agrediu jornalistas e pediu a prisão da própria filha acusando-a de roubo. E pensar que muitos brazucas ainda criticam o nosso Rei Pelé.
O fato é que não existe o ser humano perfeito, aquele isento de defeitos, como quer uma minoria de críticos e formadores de opinião. Mas nós, os subdesenvolvidos com espírito de vira-lata, admiramos os ídolos estrangeiros sem levar em conta que eles também cometem erros e estão muito longe da retidão exigida para os equivalentes tupiniquins. Isso já foi opinião sobre a ausência de brasileiro ganhador do Prêmio Nobel. Destruímos quem faz sucesso, principalmente alguém oriundo da base da pirâmide social. O chique é admirar alguém com nome impronunciável.
Diz-se que futebol se ganha no campo. Isso é que faz deste esporte algo fascinante, envolvente e apaixonante. Talvez seja uma das poucas competições onde o que menos importa é o desenvolvimento do país que está disputando o campeonato. O tipo físico e o grau de instrução também não são o diferencial para definir o vencedor. Portanto, em termos de oportunidade, torna-se uma atividade essencialmente democrática. Quem sabe por isso os que odeiam a Copa do Mundo apontam como a causa do nosso desgoverno, desde que o Seu Cabral chegou por aqui.
Quem não descuida dos problemas graves do país ficou sabendo que foi autorizado um novo aumento no preço do gás de cozinha. Mais um motivo para querer a eliminação do Brasil na Copa do Mundo? Também circulou que os senadores aprovaram uma Lei para assistência médica vitalícia, inclusive para os familiares, com direito a atendimento no exterior. Seria mais uma justificativa que o futebol tapa a visão do povo quanto aos desmandos? Salvo engano, o Plano de Saúde dos senadores funciona desta forma há algum tempo. Por que só agora é escandaloso?
Outro escândalo que a mídia divulgou foi o esquema de corrupção na área de saúde no Rio de Janeiro, São Paulo, Paraíba, Minas Gerais e Distrito Federal. A Operação Ressonância, desdobramento da Fatura Exposta, braço da Lava Jato, prendeu cerca de 20 pessoas, no Rio e em São Paulo, entre executivos de multinacionais e gestores de Instituições de Saúde Pública. Será que tudo isso aconteceu porque o povo grudou os olhos na telinha da TV, para assistir a Copa do Mundo, ou viajou para a Rússia como torcedor do Brasil? Esse futebol acaba com o país!
Também foi mostrado à população uma prévia dos possíveis candidatos à presidência da República nas próximas eleições. Quem não assistiu, porque estava interessado em futebol, perdeu uma ótima chance para reduzir a desigualdade no país? Ou a maioria já sabe que as prioridades de todos os candidatos são educação, saúde, segurança, emprego, moradia e juros que permita aquisição de bens e serviços com o salário que ganham? Por que condenar quem torce pelo que pode acontecer, em vez de acreditar em promessas que nunca se cumprirão?


J R Ichihara
06/07/2018

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