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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Jornalismo
 
Superação como diferencial
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Dedicação, esforço e luta em qualquer combate


Quem perdeu uma parte do seu precioso tempo para assistir aos jogos da Copa da Rússia, desde que estivesse atento, pôde ver um belo exemplo de superação nas últimas partidas disputadas pela Croácia. Haja dedicação! Contra a Inglaterra, que era apontada por alguns como a provável campeã, os croatas mostraram um espírito de luta incontestável. A equipe já vinha de dois confrontos que foram para a prorrogação, inclusive com decisão nos pênaltis. Portanto, jogará a final contra a França mais desgastada e com um dia a menos de descanso. Alguma surpresa?
Mas a história deste país de população equivalente ao Rio de Janeiro foi escrita a ferro e fogo por causa da guerra que mudou o mapa geográfico na região dos Balcãs. À parte quem estava com a razão, o fato é que os jogadores levaram a vontade de lutar no dia a dia para dentro dos gramados. Tomou um gol da Inglaterra logo aos 5 minutos do primeiro tempo, numa cobrança de falta magistral do jogador Trippier. Não desistiram, empataram e venceram na prorrogação, a terceira nesta Copa. Se somados os 3 tempos de 30 minutos perfazem um jogo a mais. Que raça!
Na entrevista depois do jogo, o técnico Zlatko Dalic, um ilustre desconhecido na elite do futebol mundial, ressaltou a disposição dos seus comandados, apesar do cansaço físico, para permanecer em campo. Nenhum queria a substituição, apesar do visível esforço sacrificante de alguns. Os croatas poderão sentir muita tristeza com a perda do título, mas um orgulho imenso pelo que os seus representantes fizeram dentro das 4 linhas. Futebol desmistifica muitas crenças. Para ganhar uma Copa é preciso ter dirigido grandes equipes ou possuir experiências anteriores?
A decisão contra a França, apontada como a favorita pela maioria dos que gostam de futebol e acompanham a Copa da Rússia, será o teste final sobre a superação da Croácia como um diferencial competitivo. Os especialistas e ex-jogadores famosos que fizeram história nas Copas, também apontam a Le Bleu, como a França é chamada pelos franceses, como a campeã. Alguns, porém, mantêm uma reserva de entusiasmo diante do desempenho do Mbappé, o jovem craque francês, considerando a disposição e o espírito combativo dos croatas. O jogo promete!
Como falar só de futebol não resolve os problemas crônicos do nosso país, a mídia dedica um espaço para informar a população que há vida além dos gramados. O Congresso derrubou a proibição de reajuste no salário dos servidores públicos e na criação de cargos, encaminhados na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) 2019. No mais, permanece nos noticiários os Acordos de Leniência da Lava Jato, a venda de ativos públicos, o uso de agrotóxicos e a violência urbana. De novidade só o pedido de impeachment do prefeito Crivella, na Câmara do Rio de Janeiro.
Um assunto que deveria estar bombando, inexplicavelmente, continua na surdina: a sucessão presidencial. O fato é que a pouco mais de 3 meses das eleições, os eleitores ainda não sabem quem são os candidatos e as alianças dos partidos políticos. Parece que o fim das novelas “Solta o Lula” e “Mantém o Lula preso” são decisivos para a tomada de decisão no mundo político. E pensar que uma competição de curta duração como a Copa do Mundo atrapalha tanta coisa que deveria andar de outro jeito. Conheceremos o campeão antes dos candidatos que mudarão o país.
O que nos aguarda depois que toda magia apresentada nos Estádios ficar apenas na lembrança? Reconhecimento de que o mundo é um lugar maravilhoso, apesar dos perigos e das injustiças que tomamos conhecimento? Ou que a boa vontade global, onde não há diferença entre ricos e pobres, tem objetivos além das conquistas pessoais ou nacionais? Infelizmente, com ou sem Copa do Mundo, as atitudes e decisões dos líderes dos países não sinalizam que há uma preocupação em acabar com o sofrimento alheio inaceitável. Mais uma vez... bola pra frente!


J R Ichihara
12/07/2018

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