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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Centrão como o fiel da balança?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

A escolha com consciência


Aos poucos o cenário das eleições ganha forma e a população começa a enxergar o desenho da próxima escolha do presidente da República no Brasil. Alguns partidos já admitem quem são os seus pré-candidatos ao cargo máximo do país. Mas quem esperava uma renovação significativa terá que adiar esse desejo por mais algum tempo. Geraldo Alckmin (PSDB), Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede), Jair Bolsonaro (PSL), Guilherme Boulos (PSOL), Álvaro Dias (Podemos), Manuela D’Ávila (PCdoB) e Rodrigo Maia (DEM). A maioria é do meio há tempos.
O tom do discurso mudou bastante porque ninguém pode desprezar as alianças que aumentam o tempo de exposição na televisão, uma arma poderosa para tentar convencer o eleitor em dúvida. As acusações dão lugar a projetos de governo e toda forma de captar votos é muito bem-vinda. O posicionamento extremista de direita ou de esquerda ganha uma providencial camada de moderação. Afinal, os interesses do país estão acima das questões partidárias. É o comportamento padrão dos candidatos e dos partidos. Discordar é assunto para mais tarde.
Portanto, a turma do centro – nem tanto à direita, muito menos à esquerda – é a mais procurada para se costurar as benditas alianças para fortalecer a tal base que vai comandar o país na próxima gestão. Nessas horas pouco importa o vendaval de escândalos imputados aos partidos, o que interessa é o poder de barganha de cada legenda. A maioria esquece tudo que aconteceu, as denúncias e as comprovações das irregularidades. Fala-se insistentemente que as eleições no Brasil funcionam como um balcão de negócios. Como melhorar se isso não muda?
Como tudo por aqui rapidamente ganha um apelido, o bloco que flutua entre os extremos ficou conhecido como “Centrão”. É formado principalmente pelo DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade. A mídia falou que eles serão os responsáveis pela elaboração do programa de governo do candidato tucano Geraldo Alckmin. Aos que abominam a corrupção, é bom lembrar que o PP é o partido com o maior número de parlamentares envolvidos nesse tipo de escândalo. Se o momento não é para tratar disso, paciência. Talvez o eleitor nem entenda porque tanta sigla.
Uma incógnita, entretanto, continua sem esclarecimento. Lula é candidato ou não? A Justiça não se pronuncia oficialmente, mas dificilmente ele poderá concorrer às eleições. Da mesma forma que as chances de sair da prisão são mínimas. Por que o PT não fala de um Plano B? Será que acredita numa possibilidade de absolvição do ex-presidente? Ou estariam costurando uma aliança que não pode ser divulgada agora? A três meses das eleições isso não é muito arriscado? Os especialistas dizem que em política esse tempo é uma eternidade. Então...
Sem Lula na disputa, as pesquisas apontam o deputado Bolsonaro como o líder. Quando o ex-presidente entra no páreo, ele cai para o segundo lugar. Nas redes sociais a preferência aumenta consideravelmente. Quem sabe pelo discurso sobre como acabar com a violência. Por outro lado, a rejeição é um fator que pesa muito quando se analisa uma pesquisa junto ao eleitorado. Discriminação racial, homofobia, misoginia, cerceamento da liberdade de expressão e outros comportamentos podem afastar o candidato do eleitor. Pregar isso abertamente é ruim.
Buscar a perfeição é um sonho da humanidade, mas deixar de participar de uma escolha por falta disso é se eximir de responsabilidades. Qualquer gestor de recursos sabe que nem sempre a previsão se torna realidade, mas isso não é motivo para deixar de realizar o que for possível. Àqueles que esperam um candidato perfeito para ser eleito nunca votarão em ninguém. Os países que alcançaram níveis civilizados nos serviços públicos e na utilização do dinheiro arrecadado do contribuinte passaram por etapas de aperfeiçoamento. Nada veio de graça!


J R Ichihara
23/07/2018

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