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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Turismo mundial: o deslocamento benéfico de pessoas
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Nem toda corrente migratória é indesejável!


No meio de tanta notícia desagradável para a economia, finalmente chegou uma que faz muito bem aos ouvidos dos atingidos diretamente pela crise financeira que nos sufoca há mais de três anos. Melhor ainda que é no setor terciário, o que engloba a atividade de prestação de serviços. Claro que isso não resolve todos os problemas, mas vislumbra uma oportunidade de gerar emprego e renda para muitos que estão com os pagamentos atrasados. A mídia divulgou o crescimento de turistas estrangeiros neste ano, com boas perspectivas de chegar aos 7 milhões.
Se há vantagem na vinda dos “gringos” por causa dos maiores benefícios do câmbio do dólar e do euro, em relação ao real, há uma demanda reprimida do pessoal local, aquela representada pelo turismo interno. Os gestores deste setor deveriam olhar com mais atenção esse nicho que poderia manter a atividade na época de baixa estação dos estrangeiros. A maior reclamação dos brasileiros é a desvantagem entre visitar países no exterior em detrimento de conhecer o próprio país. Daí muitos preferirem gastar na Europa e nos Estados Unidos. Por quê?
Esta atividade envolve uma extensa cadeia que movimenta muitos serviços e oferece muitas oportunidades de trabalho. Do aeroporto à hospedagem, a porta de entrada dos visitantes, se estendendo para o transporte urbano, bares e restaurantes, feiras de artesanatos, passeios turísticos... vários locais onde há necessidade de pessoas para atender da melhor forma possível. Basta oferecer atrações que satisfaçam o gosto de quem está conhecendo o país. Se alguém se considerou bem recebido fatalmente indicará para os amigos e familiares – e pode até voltar.
Os especialistas da área lamentam a exploração ineficiente do enorme potencial turístico do nosso país. Mas o que nos atrapalha? A infraestrutura precária? O péssimo atendimento do brasileiro? Custo benefício desvantajoso? Muita violência? Culinária intragável? Nossa falta de educação? Desrespeito às regras de comportamento? Cultura do povo? Sem identificar a verdadeira causa de tanto atraso fica difícil focar na solução. Nessas horas é bom ouvir a opinião de quem já nos visitou para saber o que agradou e desagradou. Chega de jeitinho brasileiro!
Sabe-se que os locais mais visitados por turistas no mundo não possuem belas praias nem o povo mais alegre e hospitaleiro da Terra. Diz-se que Londres e Paris são esses lugares. Certamente muitos brasileiros já estiveram lá. Mas gostaram mesmo do que viram ou isso foi apenas para constar no currículo de turista? Será que foram atrás de praias cheia de belas mulheres? Ou o motivo foi o velho e batido “banho de cultura” para alguém do Terceiro Mundo? O fato é que os estrangeiros nem sempre procuram o mesmo que nós. Talvez o olhar seja outro.
Circulou um desabafo de um norte-americano que viveu três anos no Brasil, onde enumerou 20 motivos porque detestou o nosso país. À parte se ofender ou reconhecer suas reclamações, são opiniões de alguém vindo de uma cultura diferente da nossa – apenas isso. Mas deveria ser útil para analisarmos os pontos negativos citados por quem nos conheceu. Por que ignorar? Se não agradarmos quem nos dedicou tempo e dinheiro para estar aqui, voluntariamente, o que estamos fazendo para manter o negócio? Não dá mais para ficar apenas justificando.
Fala-se muito em qualificação profissional para atender um mercado cada vez mais exigente. Isso é fato! Alguns expõem nas redes sociais as suas dificuldades de recolocação por causa da idade, geralmente depois dos 50 anos. Eles citam a nítida rejeição, em detrimento da qualificação, por causa disso. Não seria uma ótima oportunidade de utilizar a experiência dessas pessoas no Turismo? Muitos possuem fluência em outros idiomas, MBA, treinamentos de alto nível em gestão empresarial e tudo mais. Se a nossa maior deficiência é de pessoas... por que não?


J R Ichihara
25/07/2018

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