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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Alianças em país complexo
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Aliados e inimigos? Interesses acima de tudo!


O anúncio das candidaturas para a presidência da República no Brasil não surpreende quem está acostumado com o processo eleitoral neste país. A visível segregação entre direita e esquerda, com uma breve atenuante pelos moderados, comprovou que isso recebe outro tratamento quando as alianças se firmam para valer. Nem a extrema direita mantém o discurso contra a tolerância naquilo que acham frouxura da Justiça, muito menos a esquerda finca o pé a favor de comportamentos que ferem os valores éticos, morais e religiosos da sociedade.
Desde o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff que o PMDB, atual MDB, considerado o líder do golpe, com o apoio maciço do PSDB, que a afastou do poder, funciona como o aliado de peso. Agora, ela faz uma aliança com este partido como candidata ao Senado, por Minas Gerais. Se o joio não pode ser separado do trigo, os políticos mostram isso na prática, por que o eleitor deve manter a fidelidade na hora de votar? Como não desconfiar que há outros interesses envolvidos? É tudo farinha do mesmo saco? Parece que não há mais traíras!
Tornou-se corriqueiro alguns apresentadores dos telejornais falarem que o povo deveria se importar mais com a política, sob o risco de ser enganado ou manipulado pelos que militam nesta atividade há décadas. Que a mudança só acontecerá através das escolhas certas. A grande questão é: como isso pode acontecer se as eleições apresentam os mesmos como a maioria? Quais opções para uma renovação desejável com as opções apresentadas? Até onde se vê é muito mais do mesmo. A grande maioria já ocupou cargos importantes nos governos anteriores.
Mas o assunto que não quer calar é sobre a indicação do ex-presidente Lula para concorrer à vaga a ser disputada. Certamente mais de 90% dos eleitores não acreditam que o impedimento vai mudar nos acréscimos do segundo tempo da partida. Afinal, dizem os fanáticos militantes do PT, o processo julgado e decidido em tempo recorde foi exatamente para impedir que ele participe desta eleição como candidato. Por outro lado, alguns candidatos anunciados reforçam que a Lei da Ficha Limpa deve ser integralmente obedecida. Coisas da política nacional.
Normalmente as campanhas eleitorais no Brasil, por falta da clara definição dos partidos legalmente registrados no TSE, apresentam fases totalmente distintas que permitem inúmeros questionamentos. Quem seria de centro, de direita ou de esquerda? As agressões e denúncias acaloradas no primeiro turno dão lugar ao tom conciliador e moderado no segundo turno. Como dizem os especialistas, o segundo turno é como se fosse uma nova eleição – depende das alianças que se formam. Portanto, os aliados e os inimigos podem trocar de lado sem constrangimento.
Infelizmente, sem a mínima indicação de mudanças, o eleitor continuará sendo o único responsável pela má administração do país. Desde a vitória de Tancredo Neves até os dias atuais, 3 mandatos presidenciais foram concluídos pelos vices. A saber: Sarney (Tancredo), Itamar Franco (Collor) e Michel Temer (Dilma Rousseff), ou seja, apenas Lula e Fernando Henrique Cardoso, ambos com dois mandatos, concluíram seus papéis integralmente. O que isso ensinou ao eleitor? Que o vice na chapa não pode ser alguém obscuro porque pode se tornar o titular.
A realidade é que se os eleitores insistirem na ofensa mútua – alienados, imbecis e ladrões –, sem escolher com base nos programas de governo, a mudança será zero. Na democracia, o direito individual de escolha é sagrado e deve ser respeitado. Quem deu superioridade ética, moral e intelectual somente para alguns? Se as instituições continuarem frágeis como temos visto, eleições após eleições, pouco adianta intensificar o vendaval de escândalos diversos mostrados diuturnamente nos meios de comunicação do país. Então...Por que somente o eleitor é o culpado?


J R Ichihara
07/08/2018

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