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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Empreendedorismo tupiniquim: sonho pessoal ou última opção?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Seria o caminho da servidão?


Quem assistiu aos debates entre os candidatos para governador de Estado e presidente da República, no Brasil, ouviu propostas sobre a redução do desemprego, assunto que penaliza milhões de pais de família. Surge de tudo nessas horas. Como num passe de mágica, os problemas somem e o mundo volta a ser o Paraíso, com ofertas de deixar qualquer um extasiado. O mais impressionante é a simplicidade, a eloquência verbal de quem sabe como resolver esse entrave que brecou a economia e endividou a população – o SPC que o diga a quem interessar.
Os especialistas sobre as mudanças que o mercado de trabalho sofreu – e continua sofrendo –, com o avanço da tecnologia, mantêm um pé atrás diante de tanto entusiasmo dos pretensos governadores ou presidente. Numa visão realista, eles alertam que algumas profissões correm sérios riscos de perder a importância, apesar dos anos de estudo e da experiência dos que nelas atuam. Testes comprovaram que a Inteligência Artificial superou os humanos em acertos sobre diagnósticos médicos e análises jurídicas. Portanto, não é tão simples como prometem.
Curiosamente algumas notícias passaram a valorizar o empreendedorismo como forma de sair da crise e pagar as contas. Se não é inoportuno, mas cabe questionamentos, certamente muitos optaram por esse caminho porque desistiram de procurar trabalho com uma remuneração compatível. A ilusão é que ser empreendedor não é para qualquer um, principalmente os que só veem os casos de sucesso como exemplos. Gerir o próprio negócio exige muito além da simples vontade pessoal. Além disso, quais incentivos o nosso governo oferece para os momentos iniciais?
A informalidade, todos sabemos, é a saída para os que deram com a cara na porta fechada de vagas nas empresas. Talvez seja o único nicho que recebe os excluídos do mercado formal de trabalho. E pensar que a tal Reforma Trabalhista, aquela que prometeu ser a salvação dos desempregados, mostraria a sua eficácia. Os que a apoiaram orgulham-se apenas da redução nos processos na Justiça do Trabalho, ou seja, a facilidade para contratar e demitir em nada ajudou quem precisa trabalhar. Por isso, o empreendedorismo tupiniquim cresceu exponencialmente.
Um indício de que a contratação formal está em marcha lenta é o aumento de vendedores ambulantes, com alguma variedade de opções, nos semáforos das ruas ou nos pontos de maior movimentação de veículos automotores. Como a necessidade básica de qualquer ser humano é a alimentação... haja oferta de lanche, quentinha e tudo que pode ser consumido para reduzir a fome alheia. Mas essa atividade não se restringe às ruas. Muitos aproveitam um espaço na própria residência para explorar a venda de refeições, doces, salgadinhos e outros produtos do gênero.
Mas o empreendedor, segundo o SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) é “aquele que inicia algo novo, que vê o que ninguém vê, enfim, aquele que realiza antes, aquele que sai da área do sonho, do desejo, e parte para a ação”. Portanto, de acordo com este conceito, os que são obrigados a sobreviver na informalidade estão muito longe da classificação de empreendedores. Qual é a inovação ao vender balas, água mineral, pano de enxugar prato, salgadinhos e outros apetrechos eletrônicos nos cruzamentos das cidades?
Infelizmente a afirmação de que uma crise econômica atinge a todos é uma meia-verdade. Como sempre, qualquer crise nacional (política, econômica, moral, ética e jurídica), prejudica com maior intensidade os mais pobres. Quem viu o anúncio de que as consultas médicas particulares baixaram de preço? Ou que os honorários advocatícios reduziram os seus percentuais sobre a causa? Alguém ignora que os restaurantes caros mantêm os cardápios sem alteração? Passagens aéreas estão mais baratas? Coitado do nosso empreendedor! O seu mundo privado é muito cruel!


J R Ichihara
23/08/2018

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