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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Cobertor de que tamanho?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Cobertor de que tamanho?


Fala-se que o tamanho ideal de um cobertor é aquele que permite cobrir, ao mesmo tempo, os pés e a cabeça. Apesar de ser uma filosofia barata, isso traduz exatamente a situação que vive a população brasileira. Dando nome aos bois, para eu não haja dúvidas, os milhões de necessitados são os pés. Obviamente que a cabeça, por ser a parte que comanda o restante, é formada pelos altos funcionários públicos. Como decidir que parte deverá ser protegida se o tamanho do cobertor não consegue cobrir ambas as partes? Isso a prática tem mostrado ao povo!
Por causa desta constatação as campanhas eleitorais no Brasil são consideradas uma piada. Raro o candidato que não cita melhorias na educação, na saúde, no transporte e na segurança. Por que isso? Será porque a parte que sempre ficou descoberta precisa ser olhada com mais atenção? Mas para desarmar qualquer salvador da Pátria, basta perguntar se o tamanho do cobertor aumentou, ou o pessoal da cabeça aceita reduzir a parte que sempre ficou coberta? O pessoal da parte superior nunca precisou dos recursos que faltam para os inferiores. Então...
Diz-se, também, que em época de campanha eleitoral proliferam os vendedores de sonhos, aqueles que prometem o Paraíso aqui para os que nunca tiveram nada na vida. A audácia chega a tal ponto que “transformar água em vinho” é fichinha. Como vão conseguir um cobertor maior, que permita cobrir os pés e a cabeça, deve ser um segredo de Estado porque o que se vê, eleição após eleição, é o encurtamento na parte de baixo e o acréscimo na parte de cima. Mas, sabe-se também, que o ser humano é movido a fé. Portanto, não custa nada acreditar novamente.
Entre os candidatos à presidência, poucos falaram em combater os privilégios, a generosidade que o cobertor oferece à cabeça. Provavelmente quem anuncia isso é alguém da esquerda, os que lutam para reduzir a desigualdade gritante que se perpetua no país há séculos. Como outras atividades também são beneficiadas pela forma desumana que as partes do todo são cobertas... mexer na parte de cima contraria muitos interesses. Impensável, para não dizer inadmissível, reduzir gastos no órgão que conduz o restante. Onde já se viu? Fora comunista!
Acredita-se, ainda, que somente uma gestão linha dura coloca o país nos trilhos. Não importa se o líder é homofóbico, preconceituoso com as mulheres, intolerante com as diferenças étnicas, desde que use o poder para prender ou matar quem sair da linha. Que a educação seja toda baseada nos princípios militares, onde a disciplina está acima de tudo. Mas será que os países desenvolvidos usaram esse método para atingir o grau de eficiência que comprovaram? Somente isso resolve o problema do tamanho do cobertor? Ou tudo continuará do mesmo jeito?
Os que clamam por mudanças, sem analisar direito quem está se colocando como o facilitador desse processo, devem lembrar que a nossa sociedade é extremamente heterogênea. Da mesma forma que as regiões possuem características diversificadas, ou seja, o que funciona muito bem no Sul e Sudeste pode ser um fracasso no Norte e Nordeste. Nestas, alguns alunos vão para as aulas de canoa ou pau-de-arara; naquelas isso não é a prática habitual. Como implantar um sistema único de educação, saúde e segurança com tantas particularidades?
Se o nosso próximo presidente da República não tiver autorização do Congresso para adquirir um cobertor maior, aquele que poderia cobrir os pés e a cabeça do país, fatalmente os da parte inferior ganharão mais área descoberta. Mas admitindo que a generosidade dos parlamentares entenda o problema e aprovem a aquisição... sabem quem pagará a conta? Eles mesmo, os descobertos, através do aumento dos impostos em tudo que adquirem e consomem. O único consolo para os pobres diabos é que acreditam que “Deus dá o frio conforme o cobertor”.


J R Ichihara
26/08/2018

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