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Anacronismo político feminino
Por: Marlene A. Torrigo

Incrivelmente, o eleitorado feminino está sendo responsável pela maioria dos votos nulos e brancos nas pesquisas de intenção de votos de 2018. Vemos nas redes sociais mulheres afirmando que não votarão em nenhum candidato, revoltadas que estão com a corrupção que grassa nos meios políticos e com as incertezas dos rumos do país. Elas também lideram no eleitorado dos indecisos. Recusam-se a votar esquecidas da luta de mulheres na primeira metade do século passado para conquistarem o direito ao voto.
Lembrando as sociedades de séculos passados, excessivamente patriarcais, esquecem-se que foram necessários anos após a Proclamação da República para assegurar o direito ao voto às mulheres. Antes de 24 de fevereiro de 2032 - data que assegurou o direito ao voto feminino no governo Vargas – e após muitas discussões, ofensas e humilhações, elas conquistaram o direito de votar e de serem candidatas políticas. Foi uma peleja e tanto!
De início as mulheres precisavam de autorização dos maridos. Viúvas e solteiras tinham que ter renda própria. Dois anos depois elas conquistaram o livre-arbítrio para votar e serem candidatas sem autorização masculina. Não eram obrigadas a votar, os homens sim.

“A primeira mulher a ter o direito de votar no Brasil foi Celina Guimarães Viana. E isso bem antes do Código Eleitoral de 1932. Aos 29 anos, Celina pediu em um cartório da cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte, para ingressar na lista dos eleitores daquela cidade. Junto com outras seguidoras, Celina votou nas eleições de 5 de abril de 1928. Formada pela Escola Normal de Natal, Celina aproveitou a Lei n? 660, de outubro de 1927, que estabelecida as regras para o eleitorado solicitar seu alistamento e participação. Em todo o país, o estado potiguar foi o primeiro a regulamentar seu sistema eleitoral, acrescentando um artigo que definia o sufrágio sem ‘distinção de sexo’. O caso ficou famoso mundialmente, mas a Comissão de Poderes do Senado, não aceitou o voto. No entanto, a iniciativa da professora marcou a inserção da mulher na política eleitoral. Cinco anos antes de aprovado o Código Eleitoral Brasileiro, que estendia as mulheres o direito ao voto, no sertão do Rio Grande do Norte, já ocorrera à eleição de uma prefeita. A fazendeira Alzira Soriano de Souza, em 1928, se elegeu na pequena cidade de Lajes, cidade pioneira no direito ao voto feminino. Mas ela não exerceu o mandato, pois a Comissão de Poderes do Senado impediu que Alzira tomasse posse e anulou os votos de todas as mulheres da cidade isto porque a participação de mulheres na eleição fora autorizada excepcionalmente graças a uma intervenção do candidato a presidente da província, Juvenal Lamartine. Nas eleições de 1933, a médica, escritora e pedagoga Carlota Pereira de Queirós foi eleita, tornando-se a primeira mulher deputada federal brasileira.” (WEB)

Àquele tempo, mulheres que sonhavam com um Brasil de elas também, faziam reuniões secretas, eram perseguidas, malvistas, sofriam assédio moral até mesmo de outras mulheres. Eram proibidas por pais, maridos, noivos e namorados de frequentarem reuniões suspeitas. Homens, que de alguma forma permitiam que suas filhas e/ou companheiras participassem de encontros políticos, eram vistos como poltrões, covardes, homens sem pulso para dominar suas mulheres, incapazes de mantê-las nos trilhos na decência.

Mas, presentemente, elas, fortalecidas pelo empoderamento feminino, estão estimulando outras a não votar. E pensar em todas aquelas mulheres corajosas que batalharam pelo direito de votar, pensar que foram humilhadas, ofendidas, agredidas, lidando com homens arrogantes, autoritários, conservadores, violentos...

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