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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Bom, muito bom, ser amigo do rei
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Aos amigos tudo, aos inimigos o peso da Lei


Enquanto o desemprego penaliza o trabalhador da iniciativa privada e ameaça o servidor público com a substituição pela terceirização – o STF é a favor disso -, inclusive para atividade fim, sabe-se lá o que isso significa, o presidente Temer mostrou que é generoso com a Alta Cúpula do Poder Judiciário. Simplesmente negociou um aumento de 16,38% nos salários em troca do fim do auxílio-moradia. O impacto, segundo a mídia, será de R$ 8 bilhões no orçamento do próximo ano. Como a inflação está em queda, mas os cofres estão vazios, por que o valor enigmático?
Os telejornais estamparam a notícia, mas isso pouco repercutiu entre a população. Nenhum manifesto, muito menos panelaço... talvez a decisão esteja totalmente certa. Não se sabe como tem dinheiro para isso, mas sempre falta para os serviços essenciais básicos que atendem os mais necessitados. Como os candidatos à presidência da República, os herdeiros dessa irresponsabilidade, pretendem resolver essa bucha deixada pelo presidente mais impopular da História do País? Alguns acham que é para amaciar os que o julgarão após deixar o cargo.
Quem leu a História do Brasil, especialmente como o poder se formou por aqui, sabe que os velhos hábitos dos tempos da Corte permanecem entranhados no DNA nacional. Alguns críticos do nosso comportamento reforçam que é o nosso pecado original. Por isso, o velho ditado de que “é melhor ser amigo do rei, que o próprio rei”. A situação da nossa governança é lamentável, sem rumo e longe de mostrar que temos um caminho para sair da crise geral. Soube-se que a verba para a Intervenção Federal, no Rio, ainda não chegou onde se precisa. Segurança pode esperar!
Àqueles que criticam o desinteresse do cidadão pelas eleições precisam rever suas teses. O que um simples voto pode mudar na estrutura de uma Administração Pública que massacra os mais pobres e abre as torneiras das facilidades para os mais ricos e poderosos? A Justiça? Essa que se concede um aumento inaceitável diante da crise econômica que o país enfrenta? Provavelmente a desculpa pelos desmandos seja para tirar a responsabilidade dos ombros das Instituições e colocá-la nas costas do contribuinte. Somente um voto muda tanta arbitrariedade?
Voltando os holofotes para as fronteiras deparamos com o problema da imigração dos venezuelanos através de Roraima. A mídia já mostrou atos de violência contra os “invasores”. Candidato à presidência declarou que os estrangeiros não são bem-vindos. Enfim, o Planalto precisa tratar o assunto com a diplomacia adequada. Curioso é que, segundo notícias anteriores, muitos brasileiros atravessavam a fronteira para abastecer veículos na Venezuela, por conta do preço convidativo. O que os do lado de lá ganhavam com isso? Agora a situação é outra, né!
Notícias sobre xenofobia não acontecem somente por aqui. Os países mais procurados pelos fugitivos das crises e conflitos armados também possuem esse sentimento pátrio misturado com instinto de sobrevivência. Alemanha, França, Japão e Estados Unidos não recebem qualquer refugiado de braços abertos. Quando houve uma procura intensa de brasileiros de Governador Valadares, Minas Gerais, para os Estados Unidos, qual o tratamento que eles esperavam dos que estavam do outro lado da fronteira do México? No que somos diferentes dos outros xenófobos?
Infelizmente a maioria dos brasileiros não é amiga do rei. As facilidades e o tratamento diferenciado são privilégios de poucos. O motivo seria a baixa escolaridade? Quem sabe a vontade de transformar o país numa Venezuela ou Cuba? A esperança é que a direita neoliberal, a que prioriza o social em detrimento do econômico, promete remover todos os obstáculos que dificultam o nosso desenvolvimento e bloqueiam o acesso de todos à prosperidade. É ver para crer. Afinal, com uma Justiça barata e atuante como a nossa... é eleger o cara certo e correr para o abraço.


J R Ichihara
31/08/2018

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