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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Memória apagada pelo fogo
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Analfabetos precisam de memórias?


Coincidiu com o início da campanha eleitoral no Brasil o incêndio que transformou em cinza um acervo precioso que estava sob a guarda do Museu Nacional, no Rio de Janeiro. As imagens exibidas nos noticiários e nas redes sociais são de entristecer quem valoriza a História que se perdeu nesta tragédia. Talvez os únicos que se comportaram com indiferença são os que acham que viver do passado não alavanca nenhum desenvolvimento, muito menos serve de base para os avanços científicos indispensáveis no presente para as necessidades do futuro. Mas...
Frequentemente ouvimos que somos um povo sem memória, principalmente as que agregam valores positivos às conquistas sociais, científicas e literárias. Qual seria o lugar indicado para preservar esses conhecimentos que poderiam ser usados por todos? Por que desvalorizar o que custou tanto trabalho dos pesquisadores em prol da sociedade? Qual seria o recurso público obrigatório para manter essa riqueza de bens intangíveis que dinheiro nenhum poderia pagar? Pelo que se soube, havia pouco caso da situação do local que abrigava um tesouro inestimável.
Refrescando a memória nacional sobre a situação dos berços da cultura que tentam sobreviver no país, casos anteriores de nada serviram como alerta para o descaso dos governantes, independentemente de sigla partidária, em relação ao assunto. Em novembro de 2013, um incêndio destruiu parte do Auditório Simon Bolívar, no Memorial da América Latina, em São Paulo. Pouco mais de dois anos depois, em dezembro de 2015, na mesma cidade de São Paulo, um incêndio destruiu o Museu da Língua Portuguesa. Não se aprendeu nada com isso?
Àqueles que torcem o nariz para os museus é preciso esclarecer que o Museu Nacional tinha prestígio mundial. Mas o que ganhou do governo federal, quando completou 200 anos de existência, foi um corte de verbas para a manutenção e funcionamento com segurança. Tinha um acervo arqueológico, antropológico e de História Natural admirados internacionalmente. Múmias, dinossauros, borboletas, livros da expedição de Napoleão ao Egito, entre outras preciosidades, até mesmo um fóssil da Luzia, a brasileira mais antiga já encontrada. Isso é uma perda irreparável!
Infelizmente, para o cidadão que não se conforma com tanta irresponsabilidade, basta comparar a verba destinada às Casas Parlamentares, aos Poderes Executivo e Judiciário, para entender porque nunca preservamos corretamente a memória do país em qualquer que seja a atividade ligada à educação, cultura e esporte. Dinheiro para pagar penduricalhos dos marajás da Administração Pública nunca faltou. Como apontar o dedo injustamente para o povo acusando-o de não ter memória? Tem muito governante que não merece o respeito do povo que lhe elegeu!
Em uma entrevista do candidato Ciro Gomes soube-se que o Banco Itaú, genuinamente privado, distribuiu cerca de R$ 9 bilhões para menos de 10 pessoas, livres de imposto de renda. Como se sente o assalariado que vê a Receita Federal abocanhar boa parte dos seus ganhos porque isso servirá para custear os serviços gratuitos que ele nunca vai usufruir? Se isso não é injustiça tributária, desigualdade social, privilégios seletivos... fazer o quê? O enigma é visualizar como essa atividade neoliberal vai melhorar os serviços púbicos essenciais para os pobres.
Vivemos um momento de grande expectativa sobre os rumos do país com a eleição de um novo presidente da República. Será que não seria uma boa oportunidade para saber como cada candidato trataria a preservação da memória nacional? Da mesma forma que as propostas que os parlamentares colocariam sob votação em relação ao assunto? Se a indignação do povo é por causa da insignificância da cultura, por parte dos gestores públicos, o que impede a iniciativa privada ser convidada para contribuir com isso? Afinal, as Fundações servem mesmo para quê?


J R Ichihara
03/09/2018

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