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Fogo, cinzas, luto - pobre Brasil!
Por: Morena

Incêndio da Biblioteca Nacional: muitas perguntas sem respostas
(por: Editorial / Metrô News)

A grande Biblioteca de Alexandria foi consumida pelo fogo no ano de 642, supostamente, por um incêndio criminoso, em que, dependendo da versão, muda o mandante da barbárie. Mas o certo é que o evento marca a história da humanidade, por ter sido extinto ali o maior patrimônio cultural e científico da Antiguidade. Tamanha é a sua importância que sua fama resistiu aos séculos chegando aos nossos dias. Talvez este seja o destino do Museu Nacional, no Rio de Janeiro – considerado um dos mais importantes do mundo –, que, no final do domingo, também foi completamente consumido pelas chamas.

Depois do leite derramado vem o falatório oficial, prometendo agir, oferecendo dinheiro, falando de reconstrução. Melhor e mais barato teria sido evitar que o leite escorresse pelo chão de modo irrecuperável. Como explicar que local tão valioso seja perdido para o fogo em pleno século XXI? Como explicar que o prédio não contasse nem com brigada de incêndio e nem com sistema de prevenção a acidentes do tipo? Como explicar que os bombeiros, ao chegarem ao local, tiveram o trabalho prejudicado e atrasado por faltar água nos hidrantes? Como explicar que, até abril deste ano, foi repassado para a instituição apenas R$ 54 mil para obras de manutenção e prevenção de acidentes, quando o orçamento anual deveria ser de R$ 520 mil?

É difícil explicar. E talvez por isso as fontes do Governo, como o ministro da Educação, Rossieli Soares, e da Cultura, Sérgio Sá Leitão, tenham comparecido ao local do “velório”, para constatarem que o Museu Nacional está definitivamente morto. Não basta mais oferecer apoio e falar em reconstrução do prédio, pois o valor inestimável não diz respeito apenas ao edifício onde viveu a família real, mas ao seu acervo de 20 milhões de peças raras, que iam de esqueletos de animais pré-históricos à maior coleção de múmias egípcias das Américas. E o mais triste de tudo isso é ver a forma como o País cuida de sua memória e saber que a tragédia do Museu Nacional não será a última. Como não foi a do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1978), do Instituto Butantã (2010), do Memorial da América Latina (2013) e do Museu da Língua Portuguesa (2015).

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