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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Realidade diante dos exageros
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

A vida como ela é


Há tempos o brasileiro ouve que grande parte do problema do nosso atraso é o tamanho do Estado na atividade produtiva de maneira geral. Com o início da campanha eleitoral, alguns candidatos extrapolam esta limitação e propõem uma privatização sem limites. Sob esta ótica nem educação e saúde ficariam sob a guarda do Serviço Público, muito menos setores estratégicos como energia e infraestrutura que dá suporte à movimentação de cargas entre as regiões do país. Mas será que haverá interesse privado em explorar as estradas nos Cafundós do Judas?
Quem desconhece as maravilhas que o neoliberalismo prega sobre a transparência, o preço e a qualidade dos produtos e serviços oferecidos pela iniciativa privada? Administração enxuta, foco no cliente e, principalmente, o lucro como o objetivo final. Só que o Paraíso prometido não se comprova na prática depois da febre de privatização dos dois mandatos tucanos sob a batuta do presidente Fernando Henrique Cardoso, o FHC. Poucos se lembram de alguma obra importante nestas gestões, mas a maioria sabe que foram o auge das privatizações no Brasil.
Vinte anos depois do que seria a grande transformação na economia do país, o que a população avalia como resultado deste grande avanço? As empresas de telecomunicação são as campeãs de reclamação junto ao PROCON. Da mesma forma que os Planos de Saúde Privados não deixam nada a desejar para as Teles. Ah, mas a Vale do Rio Doce está aí para mostrar o lado positivo. Os que comemoram os resultados esquecem que esta empresa não dava prejuízo. Além disso, esta venda sempre foi questionada quanto ao valor. Portanto, menos pessoal, bem menos.
Sobre a seriedade e o compromisso com as normas legais e tudo mais, o que dizer do acidente criminoso provocado pela negligência da Samarco, que matou pessoas e prejudicou o meio ambiente em Minas Gerais? Até onde se sabe ninguém foi ressarcido dos danos materiais, inclusive o próprio município significativamente atingido pela atividade turística na região. Onde está a seriedade e a transparência que tanto vendem como solução para o nosso desenvolvimento? Pena que muitos não veem que a prática fica muito longe da teoria. Então...
Alguns degraus acima do poder aquisitivo da grande maioria, as empresas aéreas concordaram em reduzir o preço das passagens em troca da cobrança do despacho das bagagens. Outra grande promessa não cumprida que fica por isso mesmo. Só para lembrar: todas as companhias que atuam neste ramo no Brasil são privadas. Ouviu-se candidato dizer que os juros bancários são altos por falta de concorrência. Solução? Permitir mais bancos estrangeiros no país! Só não explicou o porquê da renúncia fiscal através do perdão das dívidas tributárias.
O recente incêndio no Museu Nacional reforçou a veia privatista de alguns cidadãos. Segundo opiniões veiculadas na mídia, este ex-centro de riqueza histórica e cientifica deveria ser entregue à iniciativa privada. O acesso deveria ser cobrado porque nada é de graça. Lamentável que esses defensores da medida sequer questionam a decência dos penduricalhos dos fura-teto dos salários na Administração Pública. O importante é elitizar a educação, a saúde, a cultura... tudo que traça a linha divisória entre pobres e ricos. São os fãs assíduos do Louvre e do MoMA.
Nesta época de campanha eleitoral sobram as soluções para os problemas estruturais crônicos que sacrificam a população brasileira. Governante que sequer oferece serviços públicos de qualidade no seu estado... de repente vai resolver isso a nível nacional. Problemas de emprego, segurança, moradia, escolas e hospitais são fichinhas para eles. Juros baixos, facilidade para abrir e fechar empresa, impostos decentes, custo Brasil no chão... basta eleger o cara certo. Quem viver verá! Simples assim! Infelizmente, a nossa realidade tem mostrado algo bem diferente disso.


J R Ichihara
06/09/2018

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