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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Jornalismo
 
Leviandade, delírio, falso moralismo... Isso é uma campanha política
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Como um santo pode sobreviver no meio de tantos demônios?


A declaração do presidenciável Bolsonaro, colocando em dúvida a lisura das urnas eletrônicas, foi algo que destoa do que nos acostumamos a ouvir dele? Segundo suas palavras, em vídeo exposto nas redes sociais, seriam adicionados cerca de 40 votos a favor do PT, em cada uma das urnas disponíveis nas próximas eleições. O presidente do STF, ministro Dias Toffoli, disse ao vivo que as urnas são seguras e que este candidato foi eleito assim. Já o seu vice na chapa, o general Mourão, pediu que relevem tais afirmações devido ao estado de saúde dele.
Um adversário nesta disputa com Bolsonaro, o tucano Geraldo Alckmin, falou na mídia que já perdeu e ganhou eleições através desse sistema e aceitou os resultados sem contestações. Além de pedir para levarem em consideração o estado de saúde do companheiro de chapa, que esteve à beira da morte, o general Mourão disse que eles respeitarão às regras do jogo e que vão ganhar no primeiro turno. Bolsonaro falou sob delírio ou são apenas leviandades de quem sai fuzilando sem avaliar as consequências? Talvez só mais uma falácia normal de campanha.
Quando os fatos não recebem o tratamento adequado, principalmente com isenção político-partidária, abre-se um leque de especulações que fica à mercê da liberdade de expressão permitida pelo regime democrático. Daí surgirem as polêmicas, especialmente em época de eleição. Vale tudo para alguns candidatos. Distorcer os fatos, caluniar, manchar reputação com o objetivo de prejudicar um concorrente... até mesmo vender a alma ao diabo para atingir os seus objetivos. Portanto, o eleitor precisa estar vacinado contra esses males. Não há espaço para santo!
Logo que surgiu a notícia que Teodoro Obiang Mang, o filho do ditador da Guiné Equatorial, desembarcou no aeroporto de Viracopos, em Campinas-SP, com malas contendo 20 relógios e R$ 16 milhões em dinheiro, ouviu-se que eram doações às campanhas políticas. Ele foi liberado e já deixou o Brasil, mas as muambas ficaram sob a guarda da Polícia Federal e da Receita Federal. Alguém sabe se já encontraram o dono dos R$51 milhões “achados” num apartamento cedido ao ex-ministro Geddel, em Salvador - BA? Pois é. Alguma semelhança?
Seria ingenuidade acreditar ou ignorar tudo que se ouve dos candidatos, especialistas midiáticos e profissionais que movimentam as campanhas políticas e defendem interesses diversos. Qual deve ser a atitude do eleitor diante de tanta informação negativa e positiva sobre os candidatos? A simples perda de paciência ou controle, diante de perguntas sem fundamentos, que só objetivam constranger, é decisiva numa escolha? Programa algum de governo resiste a um deslize humanamente aceitável? Àqueles que só elegerão alguém irretocável... paciência!
Para os que veem a privatização total nos serviços públicos como única solução para os nossos problemas, é bom ler sobre o que os britânicos querem nos seus domínios. Notícias do Reino Unido mostram que três quartos da população quer a estatização do que foi privatizado, há quase 40 anos, sob o comando da Dama de Ferro, a primeira-ministra Margareth Thatcher. Se a experiência alheia não serve de exemplo, ou se os cidadãos de países do Primeiro Mundo são considerados uns imbecis diante dos conscientes brazucas... não custa nada pagar para ver.
Enquanto a sociedade brasileira acreditar que apenas as eleições mudarão a injustiça, a imparcialidade e a desigualdade que vivemos, sem entender que isso é apenas o começo da organização do poder público, continuaremos patinando. O regime adotado é o presidencialismo, mas o tal governo de coalização limita o presidente porque ele depende de negociação com o Congresso Nacional. Mas não é nesta Casa que se perpetuou a corrupção, o nepotismo, o toma lá dá cá? E o que dizer de um Judiciário politizado? Portanto, o nosso buraco é bem mais abaixo!


J R Ichihara
18/09/2018

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