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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Temperatura em ascensão
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Qual alternativa resta ao pobre?


A previsível queda nas agressões entre candidatos que disputam a presidência da República no Brasil, devido ao esfaqueamento do líder nas pesquisas, Jair Bolsonaro, está com os dias contados. Com a proximidade do primeiro turno das eleições, dia 7 de outubro do corrente ano, a temperatura está em elevação. Agressões, denúncias, questionamentos, calúnias (por que não?) e tudo que faz parte do que estamos acostumados a ver nesta manifestação que é considerada o ápice do regime democrático na escolha dos seus dirigentes. Guerra é guerra!
Como a maioria acredita que os números não mentem, a coordenação de cada campanha não desgruda dos índices divulgados nas pesquisas de opinião: crescimento, queda, rejeição e estabilidade. Não é segredo para nenhum eleitor, principalmente para o indeciso, que os candidatos atacam ou recuam de acordo com os percentuais apresentados. Nessas horas pouco importa o alinhamento de ideias, programas de governo e afinidades ideológicas – é cada um por si. Depois desta fase a conversa muda de tom e interesse. Volta o namoro rompido anteriormente.
Quem esperava um crescimento estrondoso de Bolsonaro, após o incidente em Juiz de Fora, encarou uma decepção inesperada ou superestimou o seu potencial? Se comparar as personalidades que o visitaram no hospital com as que foram à cadeia onde Lula está preso, o seu prestígio não é essa Coca-Cola toda. À parte qualquer recomendação médica que impedia uma visita, mas nenhuma imagem externa, nas proximidades do local, mostrou qualquer tumulto por causa de uma aglomeração anormal de pessoas. Será que a mídia ocultou isso também?
O eleitor inexperiente no jogo político não entende o porquê das declarações dos candidatos quando se referem aos concorrentes na disputa. Não chega a ser um verdadeiro jogo de cena, mas beira a incompreensão o que ouvimos antes do primeiro turno e o que falam como justificativas das alianças e apoios para o segundo turno. Alguma surpresa porque a maioria ataca o Bolsonaro? Ele é o líder nas pesquisas! Qual é o sentido em atacar o último colocado nas pesquisas, ou aquele que não faz diferença, mas pode ser um aliado importante na outra etapa?
Uma disputa num país de dimensões continental como o Brasil é complexa e incompreensível para muitos. Alianças regionais que contrariam o federal? Isso é mais comum do que imaginamos. Perpetuação dos clãs nos estados, apesar da falácia de que é preciso acabar com isso? Quantos candidatos dispensam o apoio dos caciques políticos que mandam e desmandam nos seus redutos? Tudo besteira, utopia, conversa bonita que nunca mudou um milímetro esta tradição dos tempos do coronelismo. Algo Novo no pedaço? Precisa ser mostrado!
Noves fora, o que interessa é o projeto de poder. Independentemente de sigla partidária, o que poucos percebem é que a tática nunca mudou absolutamente nada. Adianta o ex-presidente do PSDB, o senador Tasso Jereissati, vir a público dizer numa entrevista que erraram ao rejeitar a derrota nas eleições de 2014 e apoiar o governo Temer? Que as dificuldades criadas na gestão da Dilma contrariam os princípios do partido? Como fica a consciência dos que foram às ruas batendo panelas e gritaram o “fora Dilma”? Se não foram usados... a mídia que se explique.
Enquanto muitos inocentes eleitores se engalfinham, alguns até entre amigos e parentes, por causa das divergências ideológicas, os donos do poder seguem costurando acordos, negociatas, interesses particulares... o famoso toma lá dá cá´. Se um cidadão comum, um apaixonado por qualquer político carreirista, fosse esfaqueado num comício receberia um tratamento igual ao do Bolsonaro, no hospital Albert Einstein? Menos, eleitor, menos! Concordar ou discordar de programas de governo ou comportamento de candidato merece esse sacrifício?


J R Ichihara
21/098/2018

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