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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Vilão incondicional
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Quem mandou ser peão?


Onde se escondem os vilões quando as crises não fazem a diferença em qualquer país do mundo? Eles não aparecem porque tanto faz serem identificados? Ou são apenas justificativas aceitáveis pelos gestores da atualidade ou pretendentes aos cargos eletivos? Ignorá-los nos momentos de bonança não significa que eles estão mortos e enterrados. Muito menos achar que algo em estado de hibernação é inofensivo. As erupções de vulcões há muitos anos inativos estão aí para exemplificar os efeitos danosos que isso podem causar. É a conhecida bomba-relógio!
Analisando as falas dos presidenciáveis nas próximas eleições brasileiras pode-se perceber que todos sabem quais são os vilões que atrapalham o nosso desenvolvimento. À parte a seletividade por causa das ideologias partidárias, é quase unanimidade que o vilão incondicional do Brasil é o gasto com a Administração Pública. O lado cruel é a solução apresentada pelos considerados neoliberais, os direitistas convictos da única e exclusiva fórmula de sucesso: privatizar tudo! Mas o que ninguém deixa claro é como os excluídos serão atendidos depois disso.
Se alguém se der ao trabalho de estratificar os servidores que compõem a Administração Pública brasileira verá que generalizar o gasto não traduz a realidade nem garante que a única solução é acabar com o funcionalismo público. Como sempre, o grande vilão é este empregado. Só que não se faz uma distinção entre quem ganha uma miséria daquele que embolsa uma renda exagerada para os padrões mundiais. Isso é o que menos interessa para quem quer ouvir um discurso simplista, mas eficiente sobre cortes de despesas. Só a tesoura resolve este problema!
Infelizmente poucos explicam e muitos sequer entendem por que os grandes bancos, mesmo obedecendo as adversidades de uma Lei Trabalhista caduca, aqui conseguem lucros exorbitantes para os padrões internacionais. Se nem o empecilho da CLT influencia no resultado... algo mais pesa na hora de produzir resultados tão exuberantes. Mas se alguém menos focado no custo do empregado disser que os juros imorais e as renúncias fiscais são decisivos para o sucesso, pode estar colocando em risco a sua candidatura. Afinal, contrariar o deus mercado...
Uma passagem bíblica povoa o imaginário popular há séculos: o duelo do pequeno Davi contra o gigante Golias. Quem nunca ouviu falar da incrível façanha onde o humilde pastor de cabras venceu o imbatível guerreiro inimigo do seu povo? Pois é. No mundo real, controlado pelos poderosos grupos financeiros, é possível e factível mudar o injusto sistema tributário brasileiro? Como reagirão os que tiverem os seus interesses ameaçados? Quem poderia ser o nosso Davi para livrar o povo do implacável Golias? Talvez por aqui nem todos levem a Bíblia tão a sério.
Enquanto alguns eleitores aplaudem e têm convicção nas propostas simples e eficientes apresentadas por alguns candidatos, outros demonstram preocupação e cautela, o famoso pé atrás, quanto ao vilão que realmente deve ser derrotado. Se apenas saber controlar os gastos levasse alguém à prosperidade, a maioria das famílias brasileiras estariam nadando a largas braçadas neste mar de incertezas. Da mesma forma que apenas exterminar os serviços públicos pouco resolve se não houver investimentos públicos. Empresa privada arrisca o pescoço na crise?
Quantos têm coragem de colocar o dedo na ferida? Com certeza, poucos. Taxar os mais ricos? Isso nunca porque não há prosperidade dividindo a pobreza! Acabar com os penduricalhos dos fura-teto salarial? Eles merecem isso porque não têm reajuste há anos! Impedir o spread que joga o lucro dos bancos à estratosfera? Contraindicado porque gera mais desemprego! Banir as mordomias nos Três Poderes, inclusive as aposentadorias vitalícias pós-cargos ocupados? Temos de cumprir a Lei! Portanto, o vilão incondicional é ele mesmo, o servidor público Orelha Seca.


J R Ichihara
27/09/2018

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