Seleção de Livros! Clique e confira.

A casa dos grandes pensadores

Bem-vindo ao site dos pensadores!!!

| Principal |  Autores | Construtor |Textos | Fale conosco | CadastroBusca no site |Termos de uso | Ajuda |
 

E-mail:
Senha
       
        Cadastre-se
Esqueci minha senha
Homepage
Pensadores
Lazer e informação
Citações
Textos Fantásticos
Poemando
Provérbios
Estatuto do poeta
Peão diz cada uma!
Bíblicos
Contos e poemas de Natal
Básico de violão
Livrarias
Informática
Artes
Jornais
Revistas
Música
Televisão
Infantil

MUSIPOEMA

MUSIPOEMA
A HISTÓRIA DO ROCK IN ROLL
SER MÃE
AMIGO É...
AMAR É...
 

 

Busca

 
 
 

 

JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
Publicações
Perfil
Comente este texto
 
Jornalismo
 
Morrendo pela boca?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

O tal ouvido de mercador existe!!!!


O país viu as manifestações que ocorreram em mais de 60 cidades do Brasil contra a discriminação específica de misoginia que o presidenciável Bolsonaro falou abertamente nas declarações espontâneas para a mídia. O slogan é #elenão, numa clara decisão das mulheres que compareceram ao ato neste último sábado. Sabe-se que o eleitorado feminino é maior que o masculino, portanto se ele perder a maioria desses votos corre um sério risco de dar adeus à pretensão de ocupar o cargo que disputa. Ele precisava ser tão agressivo nos pronunciamentos?
Apesar da forma pejorativa que se dirige às mulheres algumas confirmaram que votarão nele, ou seja, não se importam de serem consideradas cidadãs de segunda categoria. O problema principal, segundo argumentam, é não deixar os corruptos que destruíram o país, os petralhas, voltarem ao poder. Mas o que as deixam sem respostas convincentes é quando perguntado o porquê de não votar em outro partido (PDT, PSDB, Podemos, Rede, MDB... qualquer um dos mais de 30 que existem) se a eleição não se resume ao PT contra o PSL do Bolsonaro? Estranho, né?
Curioso é que a mídia quando defendeu o impeachment da Dilma e a prisão do Lula, assim como a Justiça que os condenou, eram imparciais e democráticas. A Globo interrompia eventos importantes para exibir as manifestações pedindo o “Fora Dilma”. Agora porque mostra ou publica notícias mostrando a rejeição do Bolsonaro... virou mais um instrumento esquerdista, o que vai ajudar a venezuelizar ou cubanizar o Brasil. Passou a ser acusada de não defender ideias, mas interesses. Qual é a empresa privada que não faz isso? Não é este o pensamento neoliberal?
Quem pensava que as facadas que quase o mataram iam amenizar o seu comportamento agressivo precisa rever suas convicções. Imagens mostradas na TV, com ele ainda no leito do hospital onde se recuperava, simulando disparos com armas, com ambas as mãos, estão longe de convencer que houve uma mudança sobre como combater a violência. Mas o que preocupou alguns candidatos e eleitores foi a sua declaração para o apresentador Datena. Na ocasião afirmou que não aceitará nenhum resultado diferente da vitória. Para o Bolsonaro, Democracia é isso.
Mas no caso da vacância do titular da presidência, por qualquer motivo previsível, assume o vice-presidente. Por isso foi importante saber o que pensa o general Mourão, o vice da chapa do Bolsonaro. Numa palestra para empresários na Câmara de Dirigentes Lojistas de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, disse que o 13º salário e as férias são jabuticabas inventadas pelos brasileiros e deveriam ser extintos. Se ganhou aplausos dos empresários, perdeu muitos votos dos eleitores. Ele também já ventilou que não descarta um autogolpe. Estamos bem de vice?
Frequentemente se ouve que os direitos trabalhistas diminuem a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional. Aliados a isso, a excessiva carga tributária e a deficiência da infraestrutura física e intelectual pesam ainda mais contra as empresas exportadoras. Isso é incontestável, mas por que somente os direitos trabalhistas são retirados? E as demais pedras nos sapatos não contam? Sem investimentos públicos na infraestrutura e sem a reforma no sistema tributário, a competitividade não vai aumentar da forma que precisamos.
Infelizmente, o líder nas pesquisas para ocupar a presidência não diz como vai remover os obstáculos que impedem o país de melhorar a vida da população, especialmente dos mais necessitados. Talvez ele ainda não avaliou a responsabilidade do cargo e acredita que governar um país da complexidade do Brasil é o mesmo que comandar uma Unidade Militar. No mundo real onde, além dos empresários e ricos, vivem mulheres, analfabetos, negros, pobres, índios, deficientes físicos, homossexuais, assassinos, traficantes e corruptos... a conversa é diferente.


J R Ichihara
30/09/2018

Comente este texto

 

Comentário ()

Deixe um comentário

Seu nome (obrigatório) (mínimo 3, máximo 255 caracteres) (checked.gif Lembrar)
Seu email (obrigatório) ( não será publicado)
Seu comentário (obrigatório) (mínimo 3, máximo 5000 caracteres)
 
Insira abaixo as letras que aparecem ao lado: PBDg (obrigatório e sensível. Utilize letras maiúsculas e minúsculas;)
 
Não envie mensagem ofensiva e procure manter um intercâmbio saudável com o seu correspondente, que com certeza busca dar o melhor de si naquilo que faz.
Seu IP será enviado junto com a mensagem.