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ELEIÇÕES PARA QUÊ?
Por: Afonso e Silva

O momento brasileiro é no mínimo de apreensão e medo pelo que poderá acontecer no dia seguinte às eleições. O capitão Bolsonaro tem reiteradas vezes afirmado o seguinte: “pelo que eu vejo nas ruas, não aceito resultado diferente da minha eleição”. Essa fala, ao meu ver, é gravíssimo e as instituições brasileiras, principalmente o alto comando militar, têm o dever de dar alguma resposta ao povo brasileiro. Se não o fizer a expectativa tende a comprometer todo o processo eleitoral. Primeiro um desânimo natural vai se instalando no eleitor pelo receio de que seu voto, se não favorável ao capitão, não terá valor. À medida que o dia da eleição vai se aproximando, sem nenhuma garantia das instituições de que o voto depositado na urna será validado, a motivação de participar de uma mera encenação vai diminuindo. Pergunto: porque uma pessoa deixaria de passear no domingo com seus familiares ou mesmo ficar em casa sem nada fazer, para deslocar pagando passagens ou ir debaixo de chuva, enfrentar fila, digitar os números de seus “representantes”, apertar a tecla confirme, apenas para cumprir uma obrigação que se antevê, inócua?

Agora pensem comigo: se o “mito”, o grande capitão da reserva, não aceita o resultado das urnas se ele não for o eleito, porque então concorre à eleição? Se ele pensa em tomar o poder através das armas, porque não põe os tanques nas ruas antes de se gastar uma fortuna do nosso dinheiro com um processo que não terá qualquer serventia? Esses recursos poderiam muito bem ser destinados à combalida saúde.

Uma coisa é certa: ele falou uma vez, as instituições se calaram. Falou pela segunda vez e as instituições permaneceram mudas. Falou pela terceira vez, o silencia continua. Não houve qualquer manifestação contundente rechaçando a ameaça inflamada do capitão que apontasse se os resultados das urnas serão acatados. Pois bem, o povo sabe que Bolsonauro não está só. Todos nós sabemos que ele tem lá seus fiéis eleitores formados por uma minoria abastada e uma maioria abestada. Só que esses somados, considerando os institutos de pesquisa conhecidos, até agora, nenhum aponta que os votos do “mito” serão suficientes para chancelar sua vitória nas urnas. Através dos votos é improvável, então, o suspense criado sugere que existem alguns personagens por trás garantindo de que subirá a rampa.

A única alternativa que se imagina seria lançar mão da faixa presidencial colocando os tanques nas ruas. Isso, aliás, não é nenhuma novidade, pois já vivemos esse filme. Só que dessa vez, se isso ocorrer, penso que o resultado não deverá ser o mesmo que das vezes anteriores. Sabem por que digo isso? Porque ainda ontem chegamos a experimentar uma surpreendente melhora nas condições de vida do brasileiro. Sonhamos e a felicidade bateu em nossa porta e confirmamos que ela é possível. Comprovamos que todos nós cabemos nesse imenso Brasil. Assim sendo, dessa vez, se houver alguma lesão de morte à debilitada fagulha de democracia que ainda persiste, esse povo, que jamais foi considerado gente nos governos FHC, Collor, Sarney, Figueiredo, Giesel..., vai entrar na luta para que se alargue as fronteiras do emprego e renda, da saúde, educação, moradia e lazer, estendendo os sonhos aos rincões mais distantes desse imenso país, até transforma-lo numa grande Nação.

É chegada a hora de o povo brasileiro começar a escrever a sua própria História. Digo isso porque tudo aqui foi resolvido de gabinete em gabinete sem qualquer participação popular. A Independência foi uma fraude. Produzi-se uma imagem às margens do Ipiranga apenas que o pintor retratasse a homenagem à “autoridade”; a Proclamação da República não passou de uma negociata, o resto já sabemos e vivenciamos.

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