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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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As voltas que o mundo dá
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Quando a descrença ignora até o sacrifício


A ausência do líder nas pesquisas para o último debate ao vivo, na Rede Globo, entre os candidatos à presidência da República do Brasil foi um prato cheio para os presentes o atacarem. Soube-se que no mesmo horário seria exibida uma entrevista dele na Rede Record, a principal concorrente da emissora que promoveu o encontro final entre os que podem ser eleitos na eleição do dia 07/10/18. Mas a preferência por ele atingiu um ponto tão irreversível que nada do que falaram contra abalou um milésimo na intenção de voto do eleitorado. Caminho sem volta?
Foto publicada pela revista Forum mostra o candidato Bolsonaro assistindo um programa humorístico (show ao vivo do apresentador Danilo Gentili) no mesmo horário que ocorria o debate entre os demais adversários. Para jogar mais lenha na fogueira no ambiente bastante tenso, o líder da Rede Record, o bispo Edir Macedo, já declarou publicamente o seu apoio ao provável futuro presidente da República. Seria uma bofetada na Globo, pela forma que vinha tratando o candidato preferido da maioria? Quem sabe pelas declarações sobre o corte de verbas para ela.
Para refrescar a memória e amenizar a indignação petista é bom lembrar que Lula também não compareceu ao debate em 2006. Naquela reeleição do PT, a denúncia sobre o mensalão ganhou dimensões estratosféricas, mas com todas as opiniões contra, a atuação da oposição e a decepção popular, ele foi reeleito. Será que a atitude do Bolsonaro ao não comparecer ao debate abalou a convicção dos que votariam nele? Se na ocasião Lula, por razões pessoais e motivos circunstanciais, não compareceu... O que Bolsonaro estaria fazendo de tão inaceitável agora?
Lógico que o lamento dos adversários do Bolsonaro é porque seria a última oportunidade para tentar mostrar aos indecisos o total despreparo dele para exercer a presidência da República. Como fugir de uma pergunta sobre um assunto que é importante para os interesses da sociedade? Ali, ao vivo, frente às câmeras, não dá para ficar tergiversando sem dizer a que veio. Seria interessante ouvir o que ele pensa sobre os problemas crônicos que dificultam a vida da população. E pensar que o povo estava cheio frases de efeito e gestos cênicos de super-heróis.
Espera-se que o clima de ódio e intolerância, visto neste curto espaço de tempo de campanha, dê lugar ao entendimento tão logo se conheça o resultado das urnas. Isso porque a confiança dos eleitores do Bolsonaro já acreditam que tudo será resolvido no primeiro turno. Caso isso não aconteça, a população tem de arrumar uma dose extra de paciência e tolerância para enfrentar mais alguns dias de agressões e ofensas, de todas as modalidades, entre os eleitores. Mas qualquer que seja o resultado – eleições às vezes surpreendem – todos devem baixar a bola.
Muito se tem falado sobre a polarização que surgiu no cenário político brasileiro e o mal que isso faz ao país. Com o desgaste natural dos ocupantes dos cargos eletivos e a insistência de que a alternância no poder é a única prática saudável de exercer plenamente a democracia, vimos nascer a intolerância e o ódio. Toda crise política que o país vive desde 2014 foi porque o PSDB não aceitou a derrota nas urnas para o PT. Perder ou ganhar faz parte! O resto qualquer cidadão que acompanha os noticiários sabe do desfecho - a questão não é só a divergência.
Infelizmente, num país de desigualdades gritantes, o desassistido não tem outra forma de demonstrar a sua indignação legalmente, a não ser pelo voto. Se os partidos da direita nunca implantaram políticas públicas voltadas para a inclusão, como esperar que a maioria da população vote neles? Mas Lula, que foi a esperança de muitos, está preso. Bolsonaro, que entrou no vácuo da polarização, apesar do discurso que discrimina os excluídos, é a aposta da maioria descrente na gestão do país. Sabe-se que o mundo dá muitas voltas, mas o tempo é o único Juiz da razão.


J R Ichihara
06/10/2018

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