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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Bipolarização com a Terceira Via?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Nem todos os caminhos levam a Roma!


Os resultados da recente eleição do dia 07/10/18 mostrou claramente aos políticos como a população reagiu da forma que achou mais efetiva. Quem não suportava mais a inaceitável polarização PT x PSDB, principalmente na presidência da República, resolveu dar uma guinada de 180 graus, arriscando a perda da Democracia por causa das ameaças do retorno à Ditadura. O vencedor no primeiro turno, agora mudando o tom de voz e amenizando as bravatas que o levou à liderança nas pesquisas, não precisa mais falar tanto porque sua chance de vencer é altíssima.
Como sempre, muitos pegaram carona na onda que sacudiu o país e aproveitaram o momento de euforia para se eleger. O que se viu de candidato eleito pelo PSL, o mesmo partido do Bolsonaro, não pôde passar despercebido. Inegável o efeito do contágio que ele espalhou na sociedade brasileira. Pouco importa o que ele disse em vídeos gravados e exibidos: torturar, matar, sonegar, usar verba pública para orgias, acabar com a saúde pública, entre outras pérolas. O magnetismo é tão forte que taparam os ouvidos, calaram as vozes e vendaram os olhos. Então...
Infelizmente os argumentos dos que sempre lutaram pela Democracia não foram suficientes para mudar a decisão da maioria. Adianta dizer que Dilma foi afastada e Lula está preso porque o regime assim permitiu? Que a Justiça nada pode fazer contra o “Foro Privilegiado” que impediu a condenação de alguns denunciados e comprovadamente culpados na Operação Lava Jato? As eleições como instrumento fundamental da Democracia, mesmo com os resultados que não agradam a todos, ainda é o único caminho para se fazer Justiça na escolha dos gestores.
Mas o nosso país é de dimensões continental, frase repetida inúmeras vezes por todos, portanto com aspirações pessoais e necessidades coletivas de uma diversidade significativa. Por isso, alguns critérios decisivos para a escolha do candidato variam de região para região, estado para estado, cidade para cidade. Se o sonho de consumo do eleitor é acabar com a corrupção... Como explicar que alguns denunciados foram eleitos? Se as irregularidades atingem o partido e não as pessoas por que vemos vários deles elegendo seus candidatos? Qual é o peso disso?
Durante o governo tucano do FHC o povo ouviu falar muito em Terceira Via. Isso, grosso modo, era a alternativa para evitar o conflito de interesses entre o neoliberalismo e o socialismo. O povão não tem uma opinião formada, com base em argumentos comprovados, que isso funcionou na condução do país. Atualmente a semelhança com aquela situação é o confronto entre a ideologia progressista do PT com a política de redução de direitos trabalhistas em favor do lucro. Portanto, tirando as elucubrações pessoais de Bolsonaro, o PSL é totalmente neoliberal.
Qual seria o grande problema em conviver com duas posições diferentes num regime Democrático? Política, até onde se sabe, é um confronto de ideias, envolvendo todas as áreas de interesse da sociedade. Não precisa de força bruta para convencer o adversário – não se trata de inimigo que deve ser morto -, muito menos usar de todos os meios para acabar com quem não concorda com suas opiniões. Quem age assim está muito longe de exercer a política, que é a base de sustentação de um regime democrático consolidado. Para quê tantas vias com um só objetivo?
Sair da crise geral que nos massacra desde 2014 é muito importante, requer urgência, mas nunca é demais analisar os caminhos que estamos trilhando para isso. Pouco adianta jogar a responsabilidade sobre os ombros dos outros. Se houve golpe, roubalheira e uma enxurrada de desmandos que nos jogou no fundo do poço... ficar relembrando, sem buscar soluções, em nada vai ajudar. O momento exige maturidade, consciência e união do povo em torno de um objetivo comum. Não é hora para exibicionismo, incitação ao ódio e à violência e promessas milagrosas.


J R Ichihara
09/10/2018

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