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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Jornalismo
 
Removeram os limites?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Que a Paz esteja conosco!


A reta final da campanha eleitoral para a presidência da República no Brasil extrapolou os limites da permissividade nas declarações por parte dos apoiadores dos candidatos. Superado o problema das notícias falsas, os conhecidos fake news, a mídia tradicional não para de divulgar os pronunciamentos bombásticos típicos do auge das farpas trocadas entre os adversários. Portanto, termos como fuzilar o outro lado e acusações de caixa dois tornaram-se mais do que corriqueiro numa das disputas mais acirradas dos últimos anos no país. Será que virá a calmaria?
Os eleitores que se comportam apenas como torcedores, apesar disso alimentar a fogueira que aumenta a temperatura do ambiente, tem consciência do seu limite e da racionalidade que o momento exige. À parte a contribuição deles para acirrar os ânimos, principalmente se isso se restringir aos grupos de amigos, a situação não foge do controle. Mas não tem como controlar os mais exaltados, os que querem ver o circo pegar fogo. Talvez por isso as agressões e o afloramento do ódio ganhem proporções preocupantes. O dia a dia tem mostrado o efeito disso.
Tão logo surgiu a notícia que Bolsonaro utilizou verba do caixa dois na sua campanha para difamar o PT, os olhos voltaram-se para o TSE. Mas o que os apoiadores de Haddad esperavam da presidente deste tribunal, a ministra Rosa Weber, esfriou os ânimos dos simpatizantes do partido. O esperado tsunami da publicação na mídia tradicional virou uma marolinha que a equipe do Bolsonaro tratou como algo insignificante. A aprovação da maioria sobre o candidato do PSL é tão sólida que nada o atinge mais nesta altura do campeonato.
Por outro lado, a declaração do deputado Eduardo Bolsonaro sobre fechar o STF, provocou uma reação do ministro Marco Aurélio Mello, que achou “muito ruim” quando o filho do líder nas pesquisas divulgou nas redes sociais que “basta um soldado e um cabo para fechar o Supremo”. Isso foi dito em 9 de julho deste ano, porque ventilou-se a possibilidade do Bolsonaro não assumir caso fosse eleito no primeiro turno. Para quem defende as instituições como pilares da Democracia, isso é muito ruim mesmo. Se não há respeito por elas... fica o dito pelo não dito!
Infelizmente, as últimas eleições deixaram de ser uma manifestação popular sobre o direito pessoal de escolher quem achar mais preparado para governar o país. De ambos os lados, as agressões assumiram o lugar das propostas dos candidatos e dos partidos políticos – o verdadeiro “nós” contra “eles” que muitos queriam evitar. Será porque o PT venceu as 4 últimas eleições, mesmo com tanta denúncia de corrupção envolvendo suas gestões? Ou porque a descrença na política chegou ao ponto que vale até arriscar algo perigoso para a democracia?
Qualquer opinião estritamente pessoal corre o risco de se tornar o estopim de um desentendimento irreversível entre amigos, familiares, colegas de trabalho e pessoas que nunca se falaram antes. Como a sociedade chegou a este ponto? O tom da conversa sobre política está longe de zelar pela diplomacia, do respeito pela opinião alheia, do direito de discordar quando tem outro ponto de vista. Debate virou discussão, erros do passado são imperdoáveis, suposições futuras se materializam como a realidade. A hora da mudança é agora ou não haverá outra chance.
Sabe-se que muitos não se importam como o resto do mundo nos vê. A certeza do caminho a ser traçado é tanta que poucos procuram saber qual é a opinião externa sobre o que pode acontecer por aqui. Parece que viramos uma bolha onde não importa as preocupações dos que estão do lado de fora das decisões internas. Mas pode ser uma bobagem pensar assim. Obrigatoriamente precisamos ter relações diplomáticas e comerciais com os demais países, gostemos ou não das opiniões deles sobre nós. E para muitos assuntos, intimidar nada resolve.


J R Ichihara
22/10/2018

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