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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Prevaleceu a vontade da maioria
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Agora que a campanha acabou...


Finalmente terminou a disputa eleitoral à presidência da República do Brasil no último domingo (28/10/18), com as urnas confirmando o que as pesquisas mostraram ao longo das campanhas. Jair Bolsonaro, do PSL, venceu com 55,13% dos votos válidos, o seu adversário Fernando Haddad, do PT, que obteve 44,87%. Para o eleitor comum, aquele que não é filiado nem militante de nenhum partido político, a expectativa é sobre como o novo presidente eleito vai resolver os graves problemas que nos afundaram numa crise geral desde o final e 2014.
Os políticos profissionais e os partidos de um modo geral analisam o resultado levando em consideração outros aspectos relevantes para eles. Chamou a atenção a manifestação dos ausentes e dos brancos e nulos. Além dos votos válidos informados pelo TSE, 21,30% não compareceram às urnas, um total de 31.371.267 eleitores, assim como 9,57% votaram em branco (2.486.590 eleitores) e nulo (8.608.084 eleitores), que somados é equivalente à população de Portugal. Esses números, segundo a estatística do TSE só é menor que o do 2º turno de 2010.
Mas passados as agressões de parte a parte, as notícias falsas, os defeitos pessoais e as manchas partidárias dos adversários, a comemoração dos que queriam uma mudança na política que afundou o país, chegou a hora da realidade. O novo presidente, no discurso de agradecimento aos eleitores que confiaram nele, já amenizou o tom dos pronunciamentos. Não é mais hora de aniquilar um concorrente, discriminar as pessoas, matar bandido e outras declarações que só tem o efeito desejado durante a campanha. Agora os problemas são reais e esperamos por soluções.
Talvez para colocar um freio nas palavras empregadas nas entrevistas antes da eleição, onde se falou até em fechar o STF, o presidente deste Tribunal, o ministro Dias Toffoli, alertou que o novo presidente deve jurar obediência à Constituição Federal, onde no Artigo 3º constam várias proibições que Bolsonaro publicamente desobedecia. Mas se prevalecer a ideia do seu vice, o general Hamilton Mourão, que propõe uma Constituição feita por notáveis, sem a participação dos representantes do povo, o comportamento do candidato eleito pode se tornar constitucional.
Pela importância do Brasil como líder na América do Sul, a repercussão do resultado das eleições presidenciais era esperada. Líderes de outros países fizeram contato com o novo presidente, manifestaram apoio e sinalizaram o estreitamento de interesses mútuos. Isso é normal em qualquer evento dessa natureza. A contrapartida por parte do Brasil vai depender de uma diplomacia que saiba atuar no campo das negociações com parceiros ou concorrentes internacionais – usar fuzil como arma não resolve nada nessas batalhas. Sobra expectativa nisso?
Quem pensar em governar um país complexo como o nosso achando que tudo se resolve a solucionar os problemas internos pode se dar mal. Pela nossa riqueza em recursos naturais e tamanho do mercado consumidor, somos analisados criteriosamente pelos grandes investidores e exportadores internacionais. Lidar com pessoas altamente especializadas em comércio internacional requer outras habilidades que não seja a intimidação, a força bruta, o obedeça porque eu estou mandando. Nesse campo o maestro da orquestra precisa de outras habilidades.
A verdade é que está mais do que na hora de deixar de lado o comportamento de torcedor para assumir o papel de investidor. O problema maior não é a oposição política interna, mas os desafios que precisam ser vencidos. Urge parar com a paranoia de que todos os adversários querem transformar o país numa Venezuela. O que eles ganhariam com isso? Nem se trata mais de comunismo, ditadura, perseguições e outros factoides do gênero, as lendas urbanas que povoam as mentes retrógradas do atraso. Que o eleito mostre a que veio e estamos acertados.


J R Ichihara
29/10/2018

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