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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Jornalismo
 
Dificuldade para agradar a todos
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Treino é treino... Jogo é jogo


Apesar dos brasileiros desejarem que a vida melhore para todos, sabe-se que nem todas mudanças agradam os que atuam nas diversas atividades produtivas. Da mesma forma que nos serviços públicos essenciais, empresas estatais e de economia mista, enfim, é impossível satisfazer as múltiplas vontades da população e do mercado como um todo. Sempre alguém vai se sentir prejudicado vendo reduzir o poder de decisão por causa da fusão de alguns dos Ministérios. O que se sabe é que o presidente eleito anunciou que haverá entre 15 e 17 Ministérios.
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, anunciou que é contra a extinção do MDIC (Ministério de Indústria, Comércio Exterior e Serviços) para ser incorporado ao Superministério da Economia, que englobaria também os Ministérios da Fazenda e do Planejamento. Segundo ele, a concentração de muito poder nesta pasta reduzirá as atenções do governo a temas cruciais para as empresas brasileiras. Como se vê, administrar um país como o nosso não é fácil, muito menos tarefa para quem não conhece os inúmeros problemas reais.
Por enquanto, a sociedade só sabe o que a mídia divulga como decisões do novo presidente da República. Publicou-se que na incorporação do Ministério do Meio Ambiente pelo da Agricultura, a Frente Parlamentar Ambientalista, grupo que reúne 228 deputados e 16 senadores, repudiou esta medida. Para eles, o governo prioriza o agronegócio em detrimento da biodiversidade. Não precisa ser um especialista para entender que a agricultura e o meio ambiente são conflitantes nos seus interesses. Como gerenciar isso se estiverem sob o mesmo comando?
Mas uma proposta que não repercutiu, mas preocupa, é a saída do ensino superior do Ministério da Educação para o Ministério da Ciência e Tecnologia. Muitos especialistas no assunto expõem que o grande problema da educação no país é a má distribuição dos recursos, onde a base recebe pouca atenção, enquanto o topo é privilegiado. Se a ideia é dar mais atenção ao ensino fundamental sem prejudicar o curso superior, parabéns. Mas se a intenção é dar mais suporte às universidades, deixando os demais à mingua, o resultado pode decepcionar. Então...
Soube-se também que a proposta para redução da maioridade penal será de 17 anos. Não mostraram nenhum estudo científico para se chegar a esta idade, mas o fato é que nada impede do crime organizado recrutar adolescentes com faixa etária abaixo disso. O sistema prisional brasileiro não recupera ninguém que entra numa penitenciária. Geralmente todos que saem voltam porque a sociedade não dá nenhuma oportunidade de reabilitação para um ex-detento. Mas se a ideia é segregar quem comete crime, precisamos construir mais presídios.
Dia desses circulou nas redes sociais que a Holanda está com déficit de presos para ocupar as celas. Será que não valeria a pena conhecer o que eles fizeram, aprender um pouco e implantar o método aqui? Afinal, muitos crimes são semelhantes. Na maioria dos casos de menores são ligados ao narcotráfico e pequenos assaltos para financiar o vício de usuários de drogas. Talvez o nosso orgulho e complexo de superioridade não permitam que busquemos ajuda, muito menos reconhecer que não temos capacidade de resolver os nossos problemas. Seria isso?
Enquanto toda proposta de mudança profunda se preocupar em atacar o problema de forma corretiva, a probabilidade de fracasso é alta. Quem sabe um dos grandes motivos para tanta violência e impunidade seja por causa da enorme desigualdade que existe no país? Como aceitar tratamentos visivelmente diferentes entre os trabalhadores de uma mesma atividade? Se o novo presidente entender que programas sociais que visam ajudar os mais necessitados é reforçar o “coitadismo” ... fica dificílimo acreditar que ainda há esperança para milhões de brasileiros.


J R Ichihara
03/11/2018

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