A casa dos grandes pensadores

Bem-vindo ao site dos pensadores!!!

| Principal |  Autores | Construtor |Textos | Fale conosco | CadastroBusca no site |Termos de uso | Ajuda |
 
 
 

 

JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
Publicações
Perfil
Comente este texto
 
Jornalismo
 
Fora da bolha doméstica...
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Até o compra e vende mudou!


Passada a euforia pela mudança no comando do país, o brasileiro começa a tomar pé da realidade da nossa situação globalizada. O novo governo não pode focar apenas na política interna, colocar todos os corruptos na cadeia, acabar com a velha prática do toma lá, dá cá, exterminar assaltantes e bandidos de baixa patente de modo geral, privilegiar o investimento das empresas locais e dar um basta no “coitadismo”. Como se diz na linguagem universal do mundo dos negócios: não estamos sós! Parceiros não aceitam o que contraria os seus interesses.
O fato é que a cada anúncio sobre a indicação de algum componente da equipe que vai colocar o país nos trilhos novamente, a mídia faz um resumo da vida pública do indicado. Algum mal nisso? De jeito nenhum! Afinal, o novo presidente sempre priorizou a ética, a moral, os bons costumes familiares e as tradições religiosas. Portanto, saber a ficha de cada um dos indicados é salutar e demonstra transparência da nova gestão. Não era para dar um basta nas práticas imorais que nos levou ao fundo do poço? Isso passa longe de revanchismo ou coisa de perdedor. Então...
A decisão de mudar a Embaixada Brasileira de Israel, atualmente em Tel Aviv, para Jerusalém, foi considerada uma provocação pelos palestinos. Esse assunto já deu muito o que falar quando o presidente dos Estados Unidos fez o mesmo. Os árabes e muçulmanos não consideram Jerusalém a capital de Israel - nem a ONU reconhece isso! Por isso, apenas os norte-americanos, os guatemaltecos e agora os brasileiros tomaram esta decisão. Será que os demais estão errados em não interferir num assunto explosivo que dura décadas. Precisava fazer isso?
Uma outra aproximação do novo presidente que desagradou o nosso maior parceiro comercial, a China, foi a visita, antes de ser eleito, à Ilha de Taiwan. Apesar de não manter relações diplomáticas com esta ilha porque reconhece, desde 1974, a jurisdição da China sobre ela, Bolsonaro sinalizou que isso pode acabar. Se servir de aviso, o jornal chinês Global Times publicou no dia 30/10/18 que “se ele continuar a desprezar o principio básico sobre Taiwan depois que tomar posse, isso aparentemente custará ao Brasil um grande negócio”. Valerá a pena arriscar?
Pode-se criticar antecipadamente as atitudes de quem ainda nem tomou posse? Ou isso é apenas “intriga da oposição” e revanchismo de quem perdeu as eleições? Talvez um pouco de cada, mas a verdade é que agora, como presidente, as palavras devem ser muito bem avaliadas antes de virem à público. O motivo é que o peso delas agora tem outra conotação porque a campanha eleitoral já acabou e os problemas continuam sem solução. Se o forte de alguém não é a diplomacia, precisamos ter alguém com essa habilidade para lidar com o público externo.
Há algumas décadas se ouvia muito por aqui que o que era bom para os Estados Unidos também era bom para o Brasil. Muita água correu por baixo da ponte, os interesses mudaram de lado e tudo mais. Será que isso ainda vale para os dias atuais? A guerra comercial dos Estados Unidos com a China e a interferência significativa no Oriente Médio tem consequências equivalentes para os ianques e para os brazucas? Provavelmente não. O Presidente Trump administra o país mais poderoso do planeta, enquanto Bolsonaro está a anos-luz disso.
Infelizmente a realidade atual exige que qualquer gestor de uma multinacional tenha uma visão global do mundo. Houve até um slogan muito usado sobre isso que dizia: pense globalmente, aja localmente! O que isso quer dizer nas entrelinhas poucos entendem, mas qualquer país para sobreviver na atualidade precisa de uma gestão voltada para atender de forma eficiente essa necessidade. E todos que acham que vivem numa bolha de prosperidade infinita, lembram que foi exatamente a Bolha Imobiliária, via subprime, que gerou a crise financeira de 2008. Bola pra frente!


J R Ichihara
06/11/2018

Comente este texto

 

Comentário (0)

Deixe um comentário

Seu nome (obrigatório) (mínimo 3, máximo 255 caracteres) (checked.gif Lembrar)
Seu email (obrigatório) ( não será publicado)
Seu comentário (obrigatório) (mínimo 3, máximo 5000 caracteres)
 
Insira abaixo as letras que aparecem ao lado: CVHD (obrigatório e sensível. Utilize letras maiúsculas e minúsculas;)
 
Não envie mensagem ofensiva e procure manter um intercâmbio saudável com o seu correspondente, que com certeza busca dar o melhor de si naquilo que faz.
Seu IP será enviado junto com a mensagem.