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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Câmara, Senado... Alguma surpresa?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Ingenuidade esperar algo diferente


A notícia de que o Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (07/11/18), o aumento de 16,38% para os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e PGR (Procuradoria Geral da República) certamente provocou muita indignação popular, mas nenhuma surpresa. A proposta já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados, mas estava parada desde 2016 nesta Casa Parlamentar. Com isso, os subsídios dos magistrados passarão dos atuais R$ 33,7 mil para R$39,2 mil e ainda depende da sanção do presidente Temer. Alguém duvida que ele vai assinar?
Quando o cidadão comum vê esse tipo de atitude, inclusive com o presidente do STF, o ministro Dias Toffoli, declarando que “isso é justo e correto”, chega à conclusão de que perderam totalmente a noção de respeito e seriedade com os recursos públicos. Segundo os cálculos das consultorias da Câmara e do Senado, o impacto do aumento poderá ser de R$ 4 bilhões. O motivo é porque, com esse reajuste, ocorre o efeito cascata, uma vez que o salário do ministro do STF é o teto dos servidores da Administração Pública no Brasil. Onde cortarão mais os recursos?
Proposital ou não, o fato é que a proposta hibernou nas gavetas até que as eleições de 2018 fossem concluídas. Agora não tem como penalizar nas urnas os parlamentares que votaram a favor do aumento. Se servir de consolo, a mídia divulgou como votou cada um dos presentes na sessão. Dos 41 que votaram a favor, a maioria é do PSDB (10 votos) e MDB (8 votos), enquanto dos 16 que votaram contra, a maioria é do PT (3 votos) e DEM (3 votos). Sabe-se que haverá mais cortes nos serviços essenciais que a maioria necessita, mas isso não tem mais volta.
Infelizmente, os fatos comprovam, vimos que a opinião popular de que no meio político “todos são farinha do mesmo saco” está correta. À parte a legenda partidária, o que menos pesou foi o interesse do povo. O próprio PT, que arrota defesa do bem-estar comum, não foi unanimidade contra. Dos seus presentes, três foram contra e dois a favor. Por outro lado, dos que foram os maiores a favor (PSDB e MDB) houve alguns contra. O fato é que o mal está feito e a conta virá para o próximo presidente da República administrar – é mais um peso nos ombros do contribuinte.
Os otimistas com o novo governo já valorizam o efeito da mudança no comando do país. Queda no desemprego e na inflação, expectativas de vendas no comércio e outras boas notícias. Mas será que a proximidade das festas de fim de ano não tem influência sobre isso? Ou o mito Bolsonaro está mostrando que dessa vez a coisa vai? Como se diz no Brasil: prudência e canja de galinha é sempre bem-vinda. O clima é de muita especulação desnecessária. Nem tudo é tão fácil de se resolver para ser subestimado, como também impossível de ser enfrentado. Portanto...
Mas os que analisam a situação com mais profundidade insistem que tudo vai depender das reformas que foram interrompidas por causa das eleições. Há muito que se fazer, segundo os especialistas no assunto. Bate-se cada vez mais que o que trava o nosso desenvolvimento são as “amarras” que impedem as empresas privadas de investir com segurança, principalmente a jurídica. Em seguida, a unanimidade é absoluta, vêm os gastos públicos mal feitos. O problema é que a única solução é cortar onde não melhora em nada a vida do mais pobre. É o único jeito?
Todos esperam da nova gestão o início do combate às irregularidades que arrastaram o país ao buraco onde nos encontramos. O momento não é mais de só ficar procurando os culpados e prender quem violou as regras de comportamento. Isso é apenas uma parte da solução. Com certeza a população acredita que tem que existir um caminho onde a aplicação dos recursos públicos traga benefícios a todos e não a uma classe privilegiada. É uma grande bobagem taxar esse desejo de comunismo ou bolivarização do país. Mas se depender dos parlamentares...


J R Ichihara
09/11/2018

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