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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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As coisas que me fazem ver
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

O mundo pode ser colorido ou preto e branco


Como vemos o mundo e as pessoas que dividem o espaço planetário conosco? Um mar de oportunidades para todos? Ou uma competição onde a exclusividade está muito clara? Qualquer resposta pode ser comprovada. Basta acessar os meios de comunicação da atualidade para comprovar a resposta que quiser para as perguntas. O cardápio de fatos e dados é generoso em qualidade e quantidade, só precisa escolher e oferecer para quem quiser degustar. Tem para todos os bolsos e gostos, dependendo do que o cliente quer encontrar e provar – opção não falta!
Mas as divergências estão aí para esquentar a discussão ou elevar o nível da conversa. Alguém duvida que a fome e a miséria condenam milhões a não terem esperança alguma na vida? Da mesma forma que muitos provaram que tinham tudo para darem errado na vida e venceram? Ambos os casos são perfeitamente aceitáveis. O grande problema é pegar as exceções, os exemplos de sucesso, para considerar como regra geral. A verdade é que, mesmo contrariando a previsão Malthusiana, o aumento na produção de alimentos não saciou a necessidade de muitos.
Quem defende ferrenhamente o neoliberalismo costuma usar os extremos como argumento para justificar sua posição social. Por outro lado, o que defende que o governo tem como obrigação principal a assistência social, protegendo os mais pobres, rapidamente ganha a antipatia da classe média e da maioria dos empresários. Segundo o pensamento da ultradireita, o “coitadismo” estimula o ócio e penaliza quem trabalha, paga os seus impostos e contribui para o desenvolvimento produzindo. Mas será que todos querem mesmo viver de esmolas? Portanto...
Um assunto que vem ganhando notoriedade na mídia brasileira é o Nióbio. Qual seria o motivo? Até onde se sabe este mineral é utilizado com bastante eficiência em ligas ferrosas para aplicação em materiais de alta tecnologia. A boa notícia? O Brasil é considerado o dono da maior reserva mundial! Daí as especulações sobre essa riqueza extrapolar as trivialidades do dia a dia. Pré-sal, Lava Jato, Caixa Dois, desemprego, inflação? Nada disso tem importância agora! A bola da vez é o Nióbio. Basta ver o que dizem nas redes sociais. Vai faltar cofre para tanta grana!
Infelizmente a descoberta de uma riqueza mineral em um país não significa que o povo será o grande beneficiado. Ou alguém desconhece os casos dos diamantes extraídos nos países africanos, como Serra Leoa? A própria reserva de ferro de Carajás, no Para´, melhorou em que a vida da população local? Certamente os grandes acionistas ficaram mais ricos, mas a cidade, o estado e o país permaneceu no mesmo degrau. Não muito longe de Carajás, em Serra Pelada, houve a febre do ouro tupiniquim, mas o que restou para todos de um modo geral? Menos, pessoal.
Divulgou-se que o governo brasileiro concedeu uma isenção de impostos para a indústria automobilística que produz no país. A intenção é gerar emprego ou baixar o preço absurdo dos produtos vendidos no mercado interno? Para quem desconhece o avanço tecnológico, onde os robôs substituem o ser humano nas tarefas, com a aplicação da automação, ou robótica como queiram, a expectativa sobre as vagas pode decepcionar. Qual seria o segredo dos países desenvolvidos oferecerem uma vida melhor para seus cidadãos sem deixar de produzir?
A globalização é rica em palavras que resumem tudo em uma atividade produtiva. Mas uma veio para ficar: sustentabilidade. O termo se aplica a tudo! E quem quiser empreender, investir, arriscar, enfim, sair da letargia e não ficar esperando nada de ninguém, jamais deve ignorá-la. Mas os manuais de gestão sempre afirmam que o maior ativo de uma empresa é o seu recurso humano, o seu capital intelectual. Se isso é o que pode alavancar um empreendimento... Por que o povo não é incluído no nosso planejamento estratégico? Ou isso é apenas um detalhe?


J R Ichihara
15/11/2018

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