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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Essa conta nunca vai fechar
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Recurso que não vai para a produção serve para quê?


A expectativa com a mudança no comando do país é enorme e cheia de otimismo. Chega de crises e notícias ruins sobre a gestão pública. Quem não gostaria, independentemente de ter votado no novo presidente, de ver os recursos púbicos sendo corretamente aplicados? Há muito tempo patinamos na tentativa de mostrar que temos competência para otimizar os recursos que a Mãe Natureza nos deu de mão beijada. A maioria espera que, desta vez, o discurso sairá do palanque, ou das redes sociais como queiram, para se concretizar na prática. Por que não?
Mas a Economia, segundo os especialistas, é um Ciência inexata que depende de muitas variáveis. Os ortodoxos, sem medo de errar, dizem que não existe almoço grátis, ou seja, qualquer beneficio bancado pelo governo só poderá ser oferecido através de uma fonte de recurso financeiro. A frase é a marca registrada do conhecido economista norte-americano Milton Friedman, que ficou conhecido como o mentor dos Chicago’s Boys (Garotos de Chicago), uma equipe de economistas que influenciaram nas gestões das ditaduras no Cone Sul das Américas.
Para a maioria da população, aquela que desconhece as quatro operações da matemática, os fundamentos da economia em nada vai mudar a sua situação de penúria. No seu entendimento mais do que rudimentar, grande parte devido a deficiência acadêmica, a redução de pessoal nas empresas, assim como a falta de investimentos públicos nas obras de infraestrutura, além das ofertas de empregos desvantajosas para os trabalhadores, retira do mercado consumidor valores significativos para girar a atividade comercial. Adianta ter um lucro maior dessa maneira?
O que se ouve, há muito tempo, é que a solução para destravar o desenvolvimento do país é a privatização. Mostram-se os exemplos de países onde não há Leis Trabalhistas que engessam as empresas, a relação patrão x empregado independe de sindicatos, o sistema previdenciário é semelhante ao que a reforma propõe... todas as vantagens de um sistema livre das nossas amarras. Mas o que os artigos otimistas não dizem é como os contribuintes desses paraísos são atendidos nos sistemas públicos de educação, saúde e segurança. Portanto...
Quem já ouviu um servidor público da Alta Cúpula reclamar que a sua aposentadoria não permite uma vida digna? Ou um grande empresário precisar complementar a renda depois de pendurar as chuteiras do trabalho? O arrocho ocorre exatamente numa determinada categoria de trabalhadores, tanto público quanto privado. E quem tentou escapar do sacrifício de sobreviver com a aposentadoria do INSS, contribuindo para uma previdência privada, como os servidores da Caixa Econômica Federal, Correios e Petrobras, está vivendo uma situação desesperadora.
Se o bom senso recomenda não acreditar no inferno ou no paraíso terrestre, a luta do brasileiro comum, aquele que não desfruta de privilégios bancados pelos cofres públicos, precisa ser focada na realidade e voltada para o atendimento do bem-comum da coletividade. Não é aceitável tantos privilégios para poucos, onde muitos vivem na extrema pobreza. A cantilena que os empresários são tratados com muita generosidade porque geram emprego e renda deve mudar – eles fazem isso porque ganham mais dinheiro e poder. Precisa-se de Justiça, não de favor!
Chegou-se a uma situação no nosso país em que as divergências de ideias e opiniões só acirram os ânimos e descambam para a agressão verbal e para a violência física. Será que isso é a demonstração de que a vontade de mudar a forma de gestão dos recursos públicos chegou ao limite da tolerância? Erros e acertos ocorrem em qualquer administração, pública ou privada, mesmo que a intenção seja a melhor possível. Nossa sociedade não deve relaxar na fiscalização e nos questionamentos, mas o que move uma economia são os investimentos na produção.


J R Ichihara
30/11/2018

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