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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Presente construindo o futuro, mas evitando erros do passado
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Se fome e miséria não importam... o caminho está traçado


Às portas do Ano-Novo, que sepulta o 2018 de tanta turbulência no Brasil e no mundo, quem ainda insiste em ressuscitar o passado? Sabe-se que não adianta tentar mudar o que já aconteceu, principalmente o que deu errado para as pessoas. Mas o que fazer? Passar o resto da vida se lamentando? Certamente isso em nada vai mudar o fracasso individual ou coletivo, mas a sabedoria popular recomenda tirar proveito das lições aprendidas, fazer os ajustes e aperfeiçoar a abordagem sobre os obstáculos. Por que não? Só a eliminação dos erros leva ao acerto!
Todos voltam os olhos e a mente para o futuro como se apenas a vontade e o sonho fossem suficientes para a materialização do mundo desejado. Mas em que alicerce se erguerá o futuro da humanidade? Quais valores sustentarão a grandiosidade desta obra? Esses questionamentos servem para refletirmos sobre os marcos de épocas deixadas por civilizações importantes que não existem mais. Alguém desconhece que o mapa mundial foi desenhado na base das guerras, a ferro e fogo, com muito sangue derramado? Será que isso mudou tanto?
Claro que os avanços científicos, tecnológicos e sociais amenizaram a expansão dos países mais poderosos militarmente, mas a dominação através da retaliação econômica está muito presente nos dias atuais. Portanto, a teoria de Charles Darwin, apresentada no livro A origem das espécies, pode sair do mundo animal irracional e se estender aos racionais. O que se observa ao longo da História é que os mais fortes continuam dominando os mais fracos – é a Lei da natureza humana, talvez do Universo. Por isso, as leis procuram impedir que isso ocorra livremente. Então...
Qual seria a forma aceitável para a construção do futuro promissor para todos? Fincar os pilares da ética, da moral e da oportunidade para todos como as bases de sustentação da sociedade? Ou privilegiar somente as mentes brilhantes que podem fazer toda a diferença? Acreditar que apenas os grandes pensadores, os cientistas revolucionários e os empreendedores mudarão o mundo pode dar com os burros n’água. Visões e necessidades diferentes podem ser valiosos para um resultado final justo. Priorizar o lucro financeiro pode desequilibrar a equação.
Os defensores ferrenhos do neoliberalismo apontam as maravilhas que isso traz ao mundo, enquanto mostram o fracasso do socialismo, com o governo cada vez mais fora da vida produtiva. Talvez o problema seja a forma de analisar o passado com imparcialidade. O neoliberalismo tem lá suas vantagens, mas quando privatiza o lucro e socializa o prejuízo quem sofre é o povo. A quebra da Bolsa de Nova York, em 1929, e da Bolha Imobiliária, via subprime, em Wall Street, em 2008, mostram que nem tudo é cor-de-rosa como vendem ao mundo. Mas...
Inquestionável entre os brasileiros que o gargalo ao nosso desenvolvimento é a deficiência na rede de educação básica, além da ausência de políticas púbicas voltadas para os mais necessitados. O que os contra os investimentos do governo nessas atividades não conseguem explicar por que os casos de sucesso no mundo devem-se à ação governamental. Da mesma forma que não saberiam a quem reclamar sobre os aumentos abusivos nas tarifas de água, energia, gás e combustíveis. Então... Deixar isso nas mãos do deus mercado funcionaria melhor?
Seria possível construir um mundo que atendesse às necessidades diversas? Isso é muito difícil porque o merecimento sobre os bens é um valor individual. A ambição humana e o poder desconhecem limites. Se a análise sobre o progresso e desenvolvimento focar apenas na quantidade de novos milionários que surgiram, sem levar em consideração os milhões que se tornaram miseráveis, o pensamento está correto. Mas se olharmos que a abundância dos ricos não combina com a escassez dos pobres... A construção do futuro precisa ser repensada.


J R Ichihara
31/12/2018

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