A casa dos grandes pensadores

Bem-vindo ao site dos pensadores!!!

| Principal |  Autores | Construtor |Textos | Fale conosco CadastroBusca no site |Termos de uso | Ajuda |
 
 
 

 

JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
Publicações
Perfil
Comente este texto
 
Jornalismo
 
A era do prefixo RE...
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Uma certeza de que tudo muda?


Os sobreviventes no mercado de trabalho da década de 1990 se acostumaram com o emprego do prefixo RE, quando surgiu a reengenharia, o modismo que ceifou empregos de forma assustadora. Se a moda aumentou o lucro das empresas, os trabalhadores precisaram buscar alternativas para manter a empregabilidade que exigiria cada vez mais dos candidatos às vagas. A partir daí vieram a resiliência e a reinvenção como tábua de salvação para quem precisa de uma fonte de renda para cobrir seus gastos. Nunca se viu tanta mudança nas atividades produtivas.
Mas quem conseguiu se manter na ativa depois dessa enxurrada de novidades não pode achar que a coisa parou por aí. O mundo exige cada vez mais das pessoas. Se antes das mudanças significativas bastava ser um profissional que atendesse às exigências do seu trabalho, agora todos são obrigados a cumprir o papel com responsabilidades ambientais e sociais. Por isso a necessidade de uma reeducação nos hábitos e práticas do dia a dia. Os recursos naturais são reutilizados, matéria-prima é reciclada e tudo o mais que puder deve ser de fonte renovável.
Como o Brasil se enquadraria nessa nova ordem mundial? Pelas atitudes de muitas pessoas, a ameaça parece estar muito longe daqui. Se a educação básica nas escolas deixa muito a desejar, a disciplina no uso dos recursos naturais nos reserva uma penalidade inimaginável quando a crise bater às nossas portas. Não se vê, a despeito do esforço incipiente de alguns visionários, uma preocupação com a gestão do meio ambiente quanto ao descarte de resíduos em geral, muito menos com as fontes esgotáveis de elementos indispensáveis à vida humana.
Infelizmente a crença de que somos abençoados e presenteados com muita generosidade pela Mãe Natureza tem mostrado que precisamos repensar nossas atitudes e comportamentos. Acreditar que os recursos naturais são infinitos pode ser uma furada quando chegar a cobrança da conta a pagar. Será que liberar o avanço do agronegócio sem preservar o meio ambiente é vantajoso para o nosso país? Impedir a exploração das riquezas é incoerência, mas se não houver um cuidado com as ações do presente podemos comprometer o futuro. Vale a pena apostar nisso?
Fala-se sobre a ameaça que a inteligência artificial representa ao ser humano. As previsões são assustadoras para quem leva o assunto a sério. Mas será que a máquina pode realmente substituir a resiliência, a tolerância e a mudança de opinião? Executar, com extrema precisão, tarefas previamente determinadas é uma coisa... Ter capacidade e sensibilidade para mudar o imprevisto, alterando o resultado ou evitando um desastre, é totalmente diferente. A industrialização via 4.0, onde a automação mostra sua eficiência, não é o fim do mundo.
Quem viveu a época da melhoria contínua, fortemente empregada pelos japoneses nos processos fabris, onde passaram a dominar o mercado automobilístico no mundo, precisa adotar os termos atuais? Reinventar é muito diferente de melhorar continuamente? Reeducar é diametralmente oposto de se adaptar a uma nova situação? Repensar destoa totalmente de olhar com outra visão? Resiliência substitui de forma inquestionável o jogo de cintura que todos precisam ter nos momentos e conflito? O fato é que todo modismo um dia fica obsoleto. Portanto...
Em Terra Brasilis, como não poderia deixar de ser, o destino do país está nas REformas. Os pessimistas de plantão jogam todas as fichas de dias melhores na aprovação das benditas reformas (previdenciária, tributária e tudo mais), como a tábua de salvação para a saída da crise que nos contaminou desde o resultado do segundo turno das eleições presidenciais de 2014. Caso isso não aconteça, adeus futuro e fim das crises. Notem que até os escândalos alheios à área econômica perdem importância diante disso. Será que precisamos REdescobrir o Brasil?


J R Ichihara
12/01/2019

 Comente este texto
 

Comentário (0)

Deixe um comentário

Seu nome (obrigatório) (mínimo 3, máximo 255 caracteres) (checked.gif Lembrar)
Seu email (obrigatório) ( não será publicado)
Seu comentário (obrigatório) (mínimo 3, máximo 5000 caracteres)
 
Insira abaixo as letras que aparecem ao lado: RBIB (obrigatório e sensível. Utilize letras maiúsculas e minúsculas;)
 
Não envie mensagem ofensiva e procure manter um intercâmbio saudável com o seu correspondente, que com certeza busca dar o melhor de si naquilo que faz.
Seu IP sera enviado junto com a mensagem.