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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Críticas e questionamentos: como impedir?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Não se faz mais filme como antigamente


Aos que acreditam numa onda de torcedores contra o sucesso do país sob um novo governo, por causa das críticas e questionamentos, soa estranho a intenção de impedir que isso aconteça como nas gestões anteriores. Por que? Afinal, a mídia, as instituições e a maioria dos candidatos passaram a campanha martelando que o cidadão deveria participar mais do dia a dia político. Será que isso era apenas para mostrar as irregularidades e os escândalos que rechearam os noticiários do passado recente? Os novos eleitos precisam ser intocáveis para mostrar serviço?
O que fazer quando a casa do atirador de pedras possui um telhado de vidro? Blindar o morador da residência? Continuar lançando pedras nos outros moradores, acreditando que ninguém vai olhar para o que acontece sob o seu telhado? Ou apenas continuar, do alto do seu pedestal, bradando que a desonestidade, a corrupção, os conluios, os conchavos são exclusividade dos desafetos ocupantes das outras casas? Talvez os que agora precisam se explicar sobre seus atos, outrora condenáveis, sintam o que seja receber pedradas diariamente.
A novela que o povo assiste atualmente poderia ter um título complementar de um filme exibido há pouco tempo, um exemplo de que a imparcialidade é um valor sagrado no cumprimento da Justiça. Se a aplaudidíssima fita “A Lei é para todos” precisa de continuidade, a versão seguinte poderia receber o nome de “A Lei é para todos... MESMO”. Não seria um título que viria ao encontro do sonho de consumo do brasileiro? Ou agora é preciso pensar no país em primeiro lugar? Deixar que os “rolos” de alguém do círculo íntimo do novo presidente sejam ignorados?
Sabe-se que ninguém é totalmente perfeito quanto à ética, a moral, o comportamento imaculado e demais valores que a sociedade condena – e isso ao redor do mundo. Mas o que decepciona o moralismo barato de muitos é a mudança brusca de conceitos, entendimentos, punição com rigor, imparcialidade e tudo mais, quando alguém da sua simpatia precisa ser enquadrado nas regras exigidas para os outros. Isso está acontecendo por aqui? Ou tudo não passa de Fake News? Aí cabe citar um velho ditado popular: “é fácil ser pedra, difícil é ser vidraça”!
Infelizmente, para a tristeza dos que esperavam milagres instantâneo, a vida em comunidade precisa de um balizamento longe das posições extremistas. Aquela conversa de tudo ser 8 ou 80 pode ser eficaz numa rodada de mesa de bar com amigos, mas na prática, onde o mundo real impõe mil fatores externos para certas situações, as decisões precisam de racionalidade, alguma ponderação e até pensar nos efeitos das consequências. Valeu a pena eliminar milhões de empregos na tentativa de acabar com a corrupção? Extirparam esse câncer?
Uma vontade nacional que via e mexe volta aos noticiários é passar o país a limpo. O tema é muito abrangente, portanto joga mais dúvidas do que esclarece o que ser quer mesmo. Só para refrescar a memória, a Ditadura Militar, que torturou, matou e sumiu com centenas de cidadãos brasileiros nunca foi passada a limpo, muito menos condenou os responsáveis da época. Agora, com a chegada de militares da reserva ao poder, a Ditadura deixou de ser chamada assim. Pior é que a História deverá ser contada com outra versão. O que precisamos passar a limpo?
Espera-se que as críticas e os questionamentos passem a ser vistos como isso, apenas desta maneira. Por que esse direito significa torcer pelo insucesso do país, ou do novo governo? Afinal, os mais de 55 milhões elegeram o novo presidente porque acreditaram que ele seria o divisor de águas nas administrações desastrosas, corruptas, nada transparentes, com tendências comunistas que fatalmente nos levaria à uma situação idêntica de Cuba ou Venezuela. Mas os fatos da atualidade mostram que a tão sonhada mudança está passando ao largo do esperado.


J R Ichihara
21/01/2019

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