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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Pérolas em momentos inapropriados
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Para quem vai sobrar a conta?


Apesar do pouco tempo no comando do país, a equipe do governo Bolsonaro fez alguns pronunciamentos ofensivos e desnecessários dirigidos à população. O ministro da Educação disse, numa entrevista à Revista Veja, que “O brasileiro viajando é um canibal. Rouba coisas dos hotéis, rouba assento salva-vidas do avião; ele acha que sai de casa e pode carregar tudo”. Ele, que é colombiano, portanto nascido em um país que tem a fama de ser o epicentro do narcotráfico internacional de cocaína, nunca foi tratado desta forma pelos brasileiros. Como aceitar isso?
Qual seria o motivo do politicamente incorreto ministro da Educação fazer tal declaração? O estranho é que a repercussão não ganhou as proporções que merecia. Da parte do governo também não se ouviu nada que tentasse colocar panos quentes num fato desagradável, ofensivo e que jamais deveria partir de alguém que recebeu a incumbência de dirigir uma Pasta da maior importância. Afinal, fala-se há décadas, que a educação é a prioridade número um do Brasil, o caminho que nos tirará do atraso que insistimos em permanecer desde que fomos descobertos.
O fato talvez comprove que temos mesmo o espirito de vira-lata. Será que ele ficaria impune se fizesse isso em outro país? No dele, por exemplo. A decepção dos que ainda defendem que os valores pessoais devem ser respeitados é imensurável. Vai ficar por isso mesmo? Ele não deve nenhuma explicação ou pedido de desculpas para o povo brasileiro? Pelo visto, a maioria vestiu a carapuça e não se ofendeu com as agressões do colombiano sobre os brasileiros. Nem a mídia que defende as cores verde e amarelo criticou da forma que muitos esperavam. Então...
Mas se as indelicadezas ditas pelo ministro da Educação sobre os turistas brazucas, os que vão gastar os dólares nos outros países e roubar os objetos dos hotéis, pouco ofenderam, os familiares das vítimas do crime ambiental de Brumadinho ouviram do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, outra pérola em hora imprópria. Indiferente à dor dos familiares das vítimas, ele afirmou que “as vidas perdidas significam pouco perto do valor da Vale diante do Mercado”. Era isso que os atingidos esperavam ouvir de alguém do círculo restrito do poder do Governo Federal?
Não custa relembrar o que o presidente e o seu vice disseram nos meios de comunicação tão logo souberam da catástrofe provocada pelo rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Vale, em Sobradinho-MG: “o governo federal não tem nada com isso”. Tem pronunciamento mais broxante para o familiar de uma vítima ouvir isso das autoridades máximas do país? Mas o que humilhou ainda mais os atingidos foi o silêncio ensurdecedor da direção da Vale. Nenhuma nota oficial, um canal de comunicação com a população...nada. Mas o Onyx...
Infelizmente ninguém fala nada sobre o escândalo que envolve o senador Flávio Bolsonaro e o seu ex-assessor. Mas um projeto de combate ao crime – parece ironia, não? – foi apresentado pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, na Câmara de Deputados, para endurecer o combate à criminalidade. O documento recebeu o pomposo nome de Projeto de Lei Anticrime. Alguns especialistas na matéria criticaram porque não houve debates com a sociedade e organizações ligadas ao setor; os que o apoiam elogiam a criação do banco de DNA nacional.
Sobre a Reforma da Previdência, a proposta do ministro Paulo Guedes, é incluir os militares. Adotar medidas como aumentar o tempo de serviço mínimo de 30 para 35 anos, assim como o recolhimento de 11% da contribuição sobre as pensões das viúvas deles. Isso, segundo a equipe atual, é muito importante para garantir o futuro do sistema. Numa entrevista à Folha de São Paulo, o comandante do Exército, general Edson Pujol, disse ser contra qualquer dessas propostas perguntando: “você aceitaria a retirada de algum direito”? Mas se a fonte é uma só...


J R Ichihara
07/02/2019

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