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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Equívoco geral ou apenas apequenamento?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Tudo um dia muda... até o senso de Justiça!


O mundo parece perplexo diante de tanta decisão controversa por parte dos líderes mundiais. E não adianta justificar que a crise econômica, que já dura mais de uma década, ainda não permitiu que a humanidade encare a situação de forma convincente. Longe vai o tempo em que os grandes homens, ou até as mulheres, mostravam o que deveria ser feito para solucionar as questões que atingem todos os países. Assim foi nas duas Guerras Mundiais e em outros impasses que registraram os feitos de algumas personalidades nas páginas da História.
Há quase trinta anos, quando ainda existia a bipolaridade entre os regimes capitalista e socialista, protagonizados por Estados Unidos e União Soviética, a luta era por não permitir a hegemonia de qualquer um dos dois. Com a queda do Muro de Berlim, em novembro de 1989, que fisicamente representava a separação disso na Europa, ainda faz algum sentido procurar um inimigo que não mais existe? O obstáculo, que foi construído em agosto de 1961, simbolizava a segregação de pessoas de um mesmo país que pensavam de maneira diferente. Isso não mudou?
Em Terra Brasilis, os manipuladores conseguiram colocar na cabeça da população que o perigo que aquele muro representava continua mais vivo do que nunca. Por isso, afastar qualquer possibilidade de um governo progressista é fundamental. Talvez os que sempre mandaram no país, via qualquer forma de poder, não aceitam que os da base da pirâmide social tenham acesso aos direitos constitucionais. Se não é isso... Qual é a ameaça de se fornecer educação, saúde e condições dignas de vida para qualquer cidadão brasileiro? Por que fechar as portas para isso?
Mas enquanto a União Europeia discute os destinos do continente, a China estuda a forma de enfrentar a guerra comercial com os Estados Unidos, o Brasil se vê às voltas com fofocas na cúpula do poder. Fora isso, o único assunto importante em pauta é a Reforma da Previdência, que já foi questionada e nunca esclarecida pelos defensores da ideia. O apequenamento dos líderes dá-se na forma de anunciar uma medida e depois voltar atrás. O Reino Unido votou a favor da saída da União Europeia e agora é contra. Os líderes e as pessoas sabem o que querem?
Aos admiradores do Tio Sam, a decepção é com a insistência do presidente Trump na construção do muro na fronteira com o México. Isso virou a prioridade número um no país. A justificativa é a entrada de drogas. Mas por que todos os fornecedores querem vender nos Estados Unidos? Certamente porque é um mercado consumidor muito atraente! Qual a forma de combater isso? Erguendo um muro bem alto e monitorado, é lógico. Será que a única porta de entrada do maldito pó é por essa fronteira? Ou porque foi uma das promessas de campanha? Portanto...
Diz-se que todo problema só pode ser resolvido quando se torna conhecido. O maior dos nossos entraves era a corrupção, o ralo por onde os recursos era sugado e nunca chegavam aonde deveria para cumprir com sua finalidade. Daí montou-se uma medida para acabar com isso. Por isso surgiu a Operação Lava Jato que focaria nas obras realizadas pela Petrobras, a maior empresa brasileira em atividade. Descobriu-se propinas e desvios de toda natureza envolvendo a alta cúpula da administração pública. Após as prisões realizadas, a corrupção está sob controle?
Infelizmente, para a decepção da maioria, não há perfeição em nenhuma gestão pública ou privada. Os sedentos por Justiça no combate à corrupção brasileira chegaram à conclusão que a imparcialidade está mais viva do que nunca. Os que jogavam duro no passado recente agora se comportam mansamente diante das denúncias e evidências de práticas irregulares. Mesmo que os entusiastas do novo governo, o que acabaria com todas os vícios perniciosos, façam vista grossa ou apontem que havia muita corrupção nas gestões anteriores, o apequenamento é visível.


J R Ichihara
19/02/2019

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