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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Modelo da Previdência chilena é inquestionável?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Nossos aposentados são melhores que os deles!


Como o assunto da moda é a Reforma Previdenciária, sem a qual o Brasil não sai da crise econômica, pouco se ouve ou lê sobre o modelo chileno que serviu de base para as propostas encaminhadas à Câmara de Deputados que depois seguirá para o Senado Federal. Por que? Será que as divulgações sobre a situação dos aposentados naquele país, onde muitos se suicidam porque não conseguem sobreviver com o que ganham, é mais uma onda de fake News? Ou um factoide criado para atrapalhar o governo que veio para mudar o país? Neoliberalismo é isso?
Lamentavelmente os que apoiam a Reforma proposta não conseguem explicar nada além do tal déficit comprovadamente desmentido através de documentos oficiais, inclusive o relatório da CPI desmascarou a farsa. Se não é para beneficiar os bancos, qual é o motivo para insistir que a salvação da lavoura depende disso? Os críticos dessa Reforma apontam vários problemas em consequência da aprovação, mas os defensores, como numa gravação de secretária eletrônica, só falam que isso é necessário para retomar o crescimento do país, via investimentos. Portanto...
O neoliberalismo e sua agressividade por lucros cada vez maiores não vê a Seguridade Social como um bem-estar para a população – cada qual que se vire. Ninguém da equipe a favor da Reforma cita uma vírgula sobre o perdão dos devedores que somavam bilhões de reais. A única meta do superministro Paulo Guerra é economizar R$ trilhão nos próximos anos, menos que isso a proposta é inegociável, disse ele. Pelo que parece, neste governo não existe diálogo entre as partes envolvidas. O estilo é linha dura! Quem não estiver gostando que vá para Cuba?
Mas aquele que olha ao redor do mundo vê que nem tudo que tem a presença forte do governo é ruim e precisa urgentemente ser privatizado. Estudos mostram que na Noruega, um dos países mais prósperos do mundo, o Estado proporciona o melhor bem-estar da população que se tem conhecimento. O investimento em educação é prioridade, sendo que número de funcionários públicos nas escolas dobrou em 40 anos. Em 30 anos reduziram a jornada de trabalho em 270 horas, mas nada afetou o desenvolvimento do país e as condições de vida das pessoas.
Trazendo o bom exemplo ao solo pátrio, o que vemos por aqui? Corte na educação e na saúde, desvalorização do trabalhador em todos os níveis, especialmente os servidores públicos, retirada dos direitos conquistados a duras penas... fechamento das portas que melhoram as oportunidades aos mais pobres. Como essas medidas cruéis e inexplicáveis podem se traduzir em dias melhores para a população? Se o neoliberalismo é tão generoso para todos, qual é a explicação sobre o que está ocorrendo no Chile, o país cujo modelo deve ser copiado pelo Brasil?
Alguém conhece um banqueiro ou operador do mercado financeiro que se importa com a situação de quem não tem onde morar ou o que comer? Dar assistência a esse “coitadismo”, na opinião do nosso presidente Bolsonaro, não pode ser prioridade do seu governo. Provavelmente a supercarga de tributos que pagamos ainda é insuficiente para manter a máquina funcionando. Então, os que precisam do Estado devem aprender a se virar sozinhos porque existem problemas mais urgentes para serem resolvidos. Simples assim! Universidade só para os intelectuais, ponto.
Estranhamente alguns cidadãos de bem concordam com o afastamento total do governo em todas as atividades dos serviços essenciais. Mas na hora de pagar os abusivos planos de saúde ou as caríssimas faculdades privadas, a conversa muda. Alguns meios de comunicação divulgam que as privatizações de certos serviços fracassaram em países como a Alemanha, a Holanda e os Estados Unidos. Será que isso não serve de exemplo ou de uma oportunidade para analisar as propostas com mais critério? Mas se o lucro é muito mais importante que o bem-estar...


J R Ichihara
10/03/2019

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