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Jornalismo
 
2019: tempo de reflexões
Por: YÉ GONÇALVES

Presenciamos a chegada de 2019 com promessas de inovações, dentre elas, na ordem política deste nosso abençoado país das maravilhas.

De início, deparamos com a crise na segurança pública no Estado do Ceará, havendo a necessidade do emprego de reforços policiais, inclusive através da reconvocação dos militares da reserva daquele estado e com o suporte da força do Exército Brasileiro.

Quando jamais esperávamos, fomos surpreendidos com a triste notícia do rompimento de uma barragem de mineração na cidade de Brumadinho, no Estado de Minas Gerais, causando uma grande quantidade de mortos, feridos e desaparecidos, e danos criminosos ao meio ambiente, atingindo as águas do rio Paraopeba e matando a fauna e a flora aquáticas e a vida daquela localidade e regiões ribeirinhas.

Em seguida, ocorreu a tragédia envolvendo os deslizamentos de terras em decorrência das fortes chuvas na cidade do Rio de Janeiro, pelo que também causou grande quantidade de mortes, ferimentos e desaparecimentos.

Sem tréguas entre uma tragédia e outra, acordamos com a notícia do incêndio ocorrido no centro de treinamento do Clube de Regatas do Flamengo, no conhecido “Ninho do Urubu”, onde jogadores da base do referido clube estavam alojados, pelo que também teve como resultado mortes e ferimentos.

Como parece que um evento negativo faz o brasileiro desavisado, inclusive o avisado, a esquecer dos eventos negativos anteriores, e a impunidade continua acontecendo, a sensação que se tem é que está tudo bem, tudo “ok” e muito obrigado e toquemos o barco pelas águas da comodidade.

E chega o Carnaval. Nada contra o carnaval. Muito pelo contrário. Trata-se de uma confraternização do povo brasileiro e faz parte da nossa cultura. Promove empregos temporários e anima os investimentos no turismo.

Só que podemos “cair na folia”, manifestar a alegria, mas, nunca jamais, perdermos o senso dos acontecimentos e da nossa responsabilidade cidadã perante a inércia do poder público em dar prosseguimento às apurações e em evitar que a tão famosa senhora por nome “Impunidade” transite entre nós.

Ainda durante os efeitos do clima de folia, fomos surpreendidos com a notícia assustadora das fortes chuvas na cidade de São Paulo, que resultaram em quantidade expressiva de mortos, feridos e desaparecidos, assim como prejuízos diversos, sendo que muitos sobreviventes perderam casas, móveis eletrodomésticos, veículos, alimentação, etc… e também empresários que perderam máquinas e demais equipamentos de trabalho, dentre tantas perdas.

Ah! Temos ainda o envolvimento do nosso país com a crise da Venezuela. Problemática, a meu ver, de difícil resolução, entretanto um conflito de possível solução, se a intolerância e os visíveis “interesses” derem lugar ao diálogo, para que se promova a harmonia em busca da pacificação.

Então, caro leitor, o que podemos tirar de proveito de todos esses acontecimentos aterrorizantes, a não ser o nosso comprometimento cidadão, sem perdermos o senso, e procurarmos as reflexões sobre nós mesmos diante de tudo isso?

Que procuremos estar atentos, vigilantes, reflexivos quanto à nossa postura como legítimos cobradores do cumprimento das obrigações por parte daqueles que têm por lei a obrigação de cumprir e de fazer cumprir a lei e de punir os culpados e causadores dos atos criminosos envolvendo as catástrofes, as corrupções e o desprezo para com a legislação ambiental.

Quantas tragédias, catástrofes e acidentes naturais poderiam ter sido evitados se o cumprimento das leis fossem prioridade na agenda dos nossos agentes públicos, principalmente daqueles que foram eleitos pelo voto popular?

E quanto à inovação política, quais as providências? Algo deve estar acontecendo entre providências e previdência a ser reformada. Todo cuidado ainda é muito pouco.

Que 2019, apesar dos pesares, seja tempo de reflexões e de aprendizagem para todos nós!

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