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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Seguindo o chefe?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Existe vida inteligente além dos quartéis


A população brasileira já nem se espanta mais com as declarações do presidente Bolsonaro e dos membros do alto escalão do seu governo. Mas uma delas preocupou os que valorizam a Democracia. Disse ele, numa cerimonia de formatura de Fuzileiros Navais, no Rio de Janeiro, na última quinta-feira (07/03/19): “Democracia e liberdade só existem quando as suas respectivas Forças Armadas assim o querem”. Será por isso que neste governo foram indicados mais de 100 militares para diversos cargos? Ele não jurou obedecer a nossa Constituição Federal?
Como já virou praxe, toda vez que a autoridade máxima diz algo indevido, a turma da retaguarda corre para apagar o incêndio. Desta vez o vice-presidente, general Mourão, disse que Bolsonaro está sendo “mal interpretado”. Qual seria a interpretação correta, ele não disse, mas o próprio Bolsonaro depois, através da sua conta no Facebook, postou que “essa fala começou a ser interpretada de várias maneiras". Para quem ouviu restou alguma dúvida do que ele quis dizer? Talvez o conceito de Democracia seja visto de outra maneira pelos militares. Quem sabe?
Para o general Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, as palavras de Bolsonaro não oferecem ameaças nenhuma ao regime democrático. Falou na sua declaração que “Não achei polêmica. Ele estava fazendo um discurso para comemoração dos 111 anos do corpo de fuzileiros navais e ele falou o que todo mundo sabe: as Forças Armadas são o baluarte da democracia e da liberdade. Historicamente, em todos os países do mundo". Mas se as Forças Armadas não quiserem a Democracia... Como fica o regime? E as outras instituições?
Os que torceram pela volta dos militares ao poder devem estar gostando do rumo que as coisas sinalizam através das declarações do Planalto. Deixar que a liberdade e a democracia dependam única e exclusivamente da vontade das Forças Armadas significa um retrocesso de algumas décadas. Será que as conquistas que o povo conseguiu, a duras penas, não serviu para nada? Quantas propostas desse governo visa o bem-estar da maioria da população? Ou até agora só vimos medidas que certamente aumentará a desigualdade na nossa sociedade? Portanto...
Mas o povo deve estar atento para o que realmente interessa nas grandes decisões. As postagens e algumas declarações podem ter o objetivo de desviar o foco das críticas e dos questionamentos. Alguns opositores deste governo acham que as fanfarronices e bizarrices de alguns ministros são propositais – outros acham que são incompetência e despreparo mesmo. Pelo sim, pelo não, o momento exige muita atenção para o querem aprovar. Depois que virar Lei fica mais difícil reverter a situação. É deixar de lado as picuinhas e olhar para o que é importante.
Infelizmente não é a cor da bandeira, a opção político-partidária, muito menos as divergências que vão tirar o país da crise moral e financeira que nos colocaram. Ficar revirando toda a gestão anterior pode ter o seu valor, mas não resolve o desemprego e o abandono do povo sem algumas medidas emergenciais. Adianta cavar além do fundo do poço? Se alguém olhar para as bandeiras do países do G8, as maiores economias do planeta, verá que em todas o vermelho está presente. Alguma relação disso com o desenvolvimento? Quanta besteira sem fundamento!
O candidato nas últimas eleições presidenciais, Ciro Gomes, falou que colocaram um tuiteiro de 13 anos para governar o nosso país. À parte a forma particular dele ver a figura do presidente Bolsonaro, não deixa de ser uma comparação muito próxima da realidade. Um país com tantos problemas exige mais ação e discernimento que apenas postar inutilidades nas redes sociais, ou ficar batendo boca publicamente com quem discorda da sua forma de gestão. Pena que a maioria do núcleo do Poder Central segue fielmente a cartilha do chefe. Uma nau sem rumo?


J R Ichihara
13/03/2019

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