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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Virou briga de torcida?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Sem obedecer as regras do jogo...


Quem está acompanhando os últimos acontecimentos que envolvem os Poderes máximos do país se surpreendeu com a notícia da ordem para soltar o ex-presidente Temer e o ex-ministro das Minas e Energia, Moreira Franco? Eles foram presos preventivamente pelo envolvimento em esquema de corrupção da Operação Lava Jato. Como sempre, há divergências entre os especialistas sobre o erro ou acerto desta medida. Cada lado expõe os argumentos e os dispositivos legais para sustentar suas posições. O que pensa o cidadão comum sobre isso?
Surgem opiniões contra e a favor, tanto na prisão quanto na liberação, porque são figuras que ocuparam altos cargos na administração pública do país. Mas uma coisa, com certeza, agradou a maioria que deseja o fim da impunidade, o sonho de que a Lei é para todos mesmo, um basta contra tanto escândalo. Quantos defendem que ninguém pode estar isento de explicações para a sociedade quando ocorrer a abertura de um processo gerado por investigações de crimes contra o patrimônio público? Longe de cometer injustiça, mas todos são iguais perante a Justiça.
O fato é que, independentemente do achismo pessoal, a população deve entender que qualquer processo jurídico obedece aos trâmites legais. Se a legislação não satisfaz o contribuinte, paciência. O caminho deve ser a mudança na frouxidão da Lei. Condenar porque houve denúncia, ou porque não gosta do réu, pode ser um atalho perigoso para se cometer uma injustiça difícil de um reparo posterior. Nesses momentos também fazer comparações com outros processos, onde a agilidade foi diferente, não serviria para aperfeiçoar o nosso desacreditado sistema jurídico.
Infelizmente, apesar das denúncias e possíveis evidências de que o ex-presidente Temer cometeu irregularidades que merecem penalidades, ele tem o direito a ampla e irrestrita defesa – assim determina a nossa Constituição. Se em casos anteriores não agiram segundo este critério, a falha não foi do sistema, mas das pessoas que conduziram os processos. Espera-se que os erros não sejam justificativas para estes se perpetuarem e disseminar mais animosidade entre os que condenam e absolvem fora dos tribunais. O sonho é que um dia a gente chega lá.
Como o ataque e a defesa da população nos processos jurídicos contra as autoridades, ultimamente, assemelham-se ao comportamento das torcidas de futebol, podemos dizer que a forma que a equipe de árbitros conduz o jogo contribui para a agressividade dos dois lados. Tem horas que deixar de seguir as regras é o pior caminho, pois desagrada totalmente os torcedores dos dois times. A única garantia de segurar os ânimos exacerbados das arquibancadas é adotar uma postura imparcial. E que vença quem tiver mais competência para provar isso. Então...
Logicamente ninguém garante que o torcedor enfurecido por qualquer resultado adverso vá se comportar pacificamente. Ele sempre vai dizer que o juiz prejudicou o seu time, que os critérios foram questionáveis... que houve parcialidade. Isso é típico do torcedor fanático, aquele que não aceita uma derrota numa disputa limpa, sem favorecimentos a qualquer lado. Mas até este ponto fora da curva, quando se manifestar com os ânimos sob controle, vai reconhecer que a vitória do adversário foi legítima – o fanatismo e o calor da disputa impedem uma visão correta.
Um tempero a mais nos resultados das pelejas dentro de campo é a opinião da mídia. Isso tem um peso considerável nesta atividade pelo monopólio dos campeonatos mais importantes e transmissão dos jogos para todo o território nacional. Os comentaristas e demais responsáveis pelas partidas têm à disposição um poderoso meio de convencimento. É sabido que nem todos concordam com eles, mas muitos mudam de posição após ouvir suas explicações. Portanto, além da torcida e da arbitragem, tem mais um elemento que justifica o resultado final de uma disputa.


J R Ichihara
26/03/2019

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