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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Vermelho, branco da paz ou verde e amarelo?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Os quartéis ocupando a Administração Pública


Os dias que antecederam o 31 de março deste ano, quando os registros históricos lembram que houve a deposição do presidente João Goulart, há 55 anos, foram recheados de controvérsias nas redes sociais entre os críticos e os defensores do fato ocorrido. Por que isso ainda gera tanta polêmica entre a população brasileira? Será porque os casos dos desaparecidos desta época não foram devidamente esclarecidos? Ou porque quem sofreu muitas perseguições do regime implantado vê com desconfiança tantos militares da reserva no novo governo?
Na verdade, o assunto sempre volta à tona quando se fala numa intervenção militar para corrigir os rumos do país. Aos que acreditam que somente a imposição leva à obediência e ao respeito às leis, basta lembrar que em muitos países isso funciona perfeitamente sem o emprego da força bruta. Se os simpatizantes da gestão mão de ferro só viu benefícios sob a batuta dos quartéis, os críticos enfatizam que a falta de liberdade para questionar e fiscalizar os gastos públicos certamente encobriu muita coisa que precisaria ser mais bem explicada. Portanto...
Talvez o que causou muito desconforto entre os opositores do governo Bolsonaro foi a declaração dele falando que a data deve ser comemorada. Rapidamente surgiram depoimentos espontâneos de várias pessoas, nas redes sociais e na mídia tradicional, apontando as barbaridades que sofreram nos porões de torturas. Entre os mais conhecidos está o escritor Paulo Coelho que se manifestou da seguinte forma: “a ditadura me torturou. É isso que Bolsonaro celebra?” Como alguém que sofreu na pele algo inesquecível pode concordar com isso?
Infelizmente os pesos e as medidas são diferentes para os lados. Ao lado dos tanques, metralhadoras e fuzis estavam todas as multinacionais, os sindicatos patronais, a maioria das empresas privadas nacionais e a mídia. Recursos financeiros e apoio logístico nunca faltaram. E no lado dos subversivos... Quem se arriscaria a enfrentar um adversário muito mais forte e poderoso? A cena pode ser comparada com o episódio bíblico do Davi contra o Golias. Mas o que se destaca para o povo imparcial é que a oposição só espalhou pânico e terror no país.
Como analisar, imparcialmente, o que aconteceu durante o período de 1964 a 1985? Muitos falam que foi a época dos grandes investimentos em infraestrutura, do crescimento gigantesco e da segurança pública acima de qualquer suspeita. À primeira vista não há muito o que questionar. Mas será que todas as obras foram auditadas como agora? Quais benefícios indiscutíveis trouxeram a Rodovia Transamazônica e as Usinas Nucleares de Angra dos Reis? Por que criaram tantas estatais? Alguém foi responsabilizado pelo gigantesco endividamento?
Um dos maiores embates da atualidade é sobre a extinção definitiva do comunismo no Brasil. Engraçado é que não há provas documentais de que isso já foi o regime que comandou o país em algum momento da História. Seria uma medida preventiva? Isso se tornou uma ideia fixa do novo governo. Ele vê a atuação de comunistas em toda e qualquer manifestação popular na briga por seus direitos constitucionais. O grave é que a paranoia se internalizou nas maioria das pessoas, inclusive as de bem, porque se associou o bolivarianismo a esse tipo de movimento.
Lamentavelmente não é a cor da bandeira que vai fazer o país ser desenvolvido, autônomo e participante no mercado competitivo internacional. As pessoas devem parar com essa besteira de vermelho, verde e amarelo e outras baboseiras mais. Se a ideia de cortar todos os investimentos nas prioridades como educação, saúde e segurança, além de impor uma condição humilhante ao trabalhador, é a forma de manter a cor da bandeira... o resultado poderá ser o cinza. O desejado branco da Paz só aparecerá quando os cidadãos tiverem seus direitos respeitados.


J R Ichihara
31/03/2019

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