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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Cem dias depois... O que o povo viu de positivo?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Não é só o Guedes que não tem apego ao cargo


Quase 100 dias de governo do presidente Bolsonaro, na verdade 97 para ser mais preciso, serviram para mostrar que encontramos o caminho para sair da crise? Além das viagens aos Estados Unidos, Chile e Israel, visto pela oposição como simples formalidades protocolares, o que a população constatou como medida emergencial para combater o desemprego? Se os acordos assinados nessas viagens não chegarem ao conhecimento público, mostrando quais benefícios o Brasil conseguiu, a situação continuará do mesmo tamanho. Dá para o argolado esperar mais?
O comparecimento do superministro Paulo Guedes na Comissão de Constituição e Justiça, a CCJ, para responder as dúvidas sobre a proposta da Reforma da Previdência, a prioridade zero deste governo, descambou para a baixaria. A reação dele quando rotulado de ser um “tigrão” com os pobres e indefesos, mas um “tchutchuco” para os bancos, desvirtuou o que poderia ser tratado com muita seriedade. Se o deputado Zeca Dirceu foi indelicado ao empregar os termos, o ministro não precisava devolver que “tchutchuco” era a avó do parlamentar agressor.
Para quem só quer ver o país voltar à normalidade, a decepção só tem aumentado. Não só pelas ações da equipe que está no comando, mas pelo comportamento de alguns opositores. A democracia precisa de oposição, mas esta deve ser exercida com responsabilidade, visando o bem-comum. Da mesma forma que o deputado Zeca Dirceu acha que encurralou o ministro Guedes, quando citou que a prioridade é a Reforma Tributária, ficou de saia justa quando perguntado por que não propôs isso quando era governo. Esse barraco interessa ao cidadão?
Sabe-se que a esperança é a ultima que morre, segundo a crença popular, mas para algo morrer é preciso ter nascido primeiro. Alguém isento de paixão político-partidária consegue ver esta possibilidade no ambiente nacional que estamos vivenciando? Se a classe empresarial só investirá após a aprovação da Reforma da Previdência... Como fica quem depende dos investimentos privados para gerar trabalho para a população? E se o tempo da aprovação for além da capacidade de sobrevivência dos desempregados? Quem precisa dar o passo inicial?
Enquanto nenhuma proposta razoável surgir para colocar um basta em tanto desentendimento, a massa de desesperados só aumenta. Para esses, o que menos interessa é o viés ideológico dos dirigentes, das empresas privadas e de todos que compõem a atividade econômica formal e informal. Não está na hora de acabar om tanta irracionalidade, de parte a parte? Como o destino de um país com enorme mercado consumidor interno e tudo mais, depende somente da aprovação de uma Reforma que pode comprometer o futuro de milhões de pessoas?
Mas as declarações, algumas desnecessárias, do presidente Bolsonaro e de membros importantes da sua equipe, segundo os críticos, ajudam a colocar mais lenha na fogueira do ambiente em polvorosa. Muitos veem essas “derrapadas” como uma estratégia para desviar a atenção de assuntos que querem manter longe dos holofotes. Há necessidade de usar dessa artimanha na atual situação? Outros citam que as denúncias de fraudes e desperdícios praticados na gestão petista têm a clara intenção de não deixar a corrupção descolar deste partido.
Quantos ainda acreditam na capacidade de Jair Bolsonaro para realizar as mudanças que o país precisa? No discurso no Palácio do Planalto, durante a inauguração do Espaço de Atendimento de Ouvidoria da Presidência da República, na última sexta-feira (5/3/19), ele disse: “Desculpem as caneladas. Não nasci para ser presidente, nasci para ser militar”. Se ele que assumiu com tanta credibilidade já sente a solidão do poder, em tão pouco tempo, como esperar grandes realizações de quem não tem qualquer apego ao cargo que fez questão de ocupar?


J R Ichihara
07/03/2019

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