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Jornalismo
 
Covil de canalhas
Por: Marlene Nascimento

Na feira do meu bairro feirantes cortam uma melancia em oito partes e vendem por cinco reais cada oitavo da fruta. Assim, a melancia inteira custa quarenta reais. Quarenta reais... Por acaso tal conduta chama-se corrupção?

A corrupção está por toda parte. E o trabalhador paga caro por trabalhar. Brasil, sétimo colocado nos ranking de países que mais recolhem impostos, pelo menos cinco meses de um ano trabalhado do trabalhador brasileiro são para pagar tributos pesados.

Imposto predial, imposto de renda, IPTU, IPVA, órgão de classe, multas, juros sobre juros, taxas abusivas, imposto sobre o cafezinho que tomamos amiúde, assim os brasileiros vão sendo sugados e subjugados pela máquina de sugar dinheiro do povo.

Em um noticiário televisivo na semana passada eu vi um cidadão favorecido pela delação premiada – benefício legal concedido a um réu em uma ação penal que aceite colaborar na investigação criminal ou entregar seus comparsas - apontar todos os figurões políticos que receberam propina quando de uma mega operação.

Destarte, EM COVIL DE CANALHAS SÓ SE PRATICA CANALHICES. Quando mais o povo beato reza para que políticos corruptos criem vergonha na cara, quando mais implora para que desacanalhem mais eles acanalham. Não tem jeito. Podemos sair às ruas, bater frigideiras, panelas, tambores, mas a corrupção jamais terá fim.

No entanto amenizará esse estado de desigualdades sociais? Não! Somos governados por figurões poderosos. Sociopatas! Sociopatas não são brincadeira. Quanto mais se apropriam do que não é deles mais querem. E não sentem remorso por nada. São caluniadores, ínvidos, gananciosos. Quando presos defendem-se com o próprio dinheiro que nos roubam. Libertados, riem-se da cara do povo que rala para lhes dar boa vida. E continuam ricos, e roubando mais.

E o povo? Ora, para eles o povo que se dane! Que continue dando o couro para pagar altos tributos. Quem nasceu pra sardinha jamais chegará a ser lagosta, esse é o lema de povo que se conforma com essa tragédia chamada Brasil.

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