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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Jornalismo
 
E as prioridades?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Mas os desempregados e alguns corruptos...


Os que votaram no presidente Bolsonaro, mesmo sem conhecer a sua visão de país, talvez por faltar aos debates com os demais candidatos, provavelmente não conhecem o programa de governo dele. Aliás, isso se estende à maioria dos brasileiros. Mas independentemente de qual seria a grande mudança que a sua gestão implantaria, as prioridades seriam o combate ao desemprego e à corrupção. Passados 100 dias no cargo, estampar que a maioria das promessas de campanha foram cumpridas atende aos anseios dos esperançosos? Qual o balanço disso?
Quem acompanha os noticiários através da mídia tradicional, principalmente quem acredita piamente que Bolsonaro está no caminho certo, critica a forma como as informações chegam à sociedade. O pensamento reinante é que ela torce para que o Brasil não dê certo, comprovando a tese do “quanto pior, melhor para alguns”. Mas será que todos querem mesmo que isso aconteça? Ou os questionamentos, um direito legal e necessário no regime democrático, não servem como alerta e reflexão sobre as medidas tomadas? Visão diferente é nociva a todos?
No discurso de posse, o atual presidente disse que não usaria “intermediários” para falar com a população. Quem seriam esses elementos indesejáveis? Como o povo saberia o que ele pretendia fazer, pois nas oportunidades que os debates ofereceram ele não compareceu? A ideia era continuar usando as mídias sociais, o fortíssimo aliado dele na campanha, como o canal de comunicação com o povo? Mas no próprio discurso, ele encerrou dizendo que governaria para mais de 200 milhões de brasileiros. Até onde os que não votaram nele comprovaram isso?
Infelizmente os desempregados e desalentados, que somam mais de 12 milhões, segundo levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que sequer conhecia quais prioridades Bolsonaro elencou para o seu governo, nada viram de diferente por causa do cumprimento das promessas de campanhas. Adianta explicar para o faminto e extremamente necessitado que tudo depende da aprovação da Reforma da Previdência? Se o presidente achava que esse abacaxi não cairia no seu colo, para ser descascado, não devia ter se candidatado.
Uma atitude do novo governo que vem causando desconforto, até nos aliados, é a credibilidade nas declarações. O discurso neoliberal, onde o governo não interferiria nas atividades produtivas, foi desmentido pela desautorização do aumento do diesel, pela Petrobras, sem o conhecimento do Paulo Guedes, o superministro da Fazenda. A mídia estampou que tal decisão causou uma perda de R$ 32,4 bilhões da empresa na Bolsa de Valores. Preocupa a falta de sintonia entre o presidente e a sua equipe escolhida a dedo? Acionistas só querem saber de lucro.
Mas os fãs ardorosos do Mito, como o presidente é chamado por eles, vibram e comemoram qualquer notícia sobre fraudes que ocorriam nas gestões anteriores, como se isso fosse tirar o país do atoleiro. Os mesmos não sabem justificar as renúncias fiscais que o novo governo estima que concederá neste ano. Do total de R$ 376,2 bilhões de incentivos, o que corresponde a 5,1% do PIB, R$ 306,9 bilhões são de renúncias. Não é muito dinheiro para abrir mão se os cofres estão vazios? Ou o leigo não precisa saber disso e apenas pagar a sua parte?
Como não pode faltar notícias sobre o novo governo, as declarações do presidente ultrapassam as nossas fronteiras e vão polemizar em regiões que vivem em conflito. Disse o presidente sobre o Nazismo que “podemos perdoar o Holocausto, mas não esquecer”. A reação do Museu do Holocausto de Israel foi incisiva: “Não é direito de nenhuma pessoa determinar se crimes hediondos do Holocausto podem ser perdoados”. Por que opinar sobre algo delicado, sem necessidade? O que ganhamos interferindo na Venezuela? Não basta o Brasil acima de todos?


J R Ichihara
14/04/2019

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