A casa dos grandes pensadores

Bem-vindo ao site dos pensadores!!!

| Principal |  Autores | Construtor |Textos | Fale conosco CadastroBusca no site |Termos de uso | Ajuda |
 
 
 

 

JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
Publicações
Perfil
Comente este texto
 
Jornalismo
 
Bate boca de campanha... Ainda?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Virou briga de torcida


Quem gosta de ver o circo pegar fogo deve ter vibrado com as declarações do ex-presidente Lula e do atual presidente Jair Bolsonaro. O primeiro falou que o país está sendo governado por um “bando de malucos”; o segundo rebateu dizendo que “pelo menos não é um bando de cachaceiros”. A opinião de Lula foi dada numa entrevista autorizada pelo STF para os jornais Folha de São Paulo e El País. Além de rebater as críticas de Lula, Bolsonaro criticou a decisão do STF em liberar o ex-presidente para dar entrevistas para a mídia tradicional.
Mas o que os desabafos, se assim ficar entendido pelo cidadão comum, de ambos os lados, trouxe de positivo para o combate da crise que vivemos? Até onde se percebeu, as opiniões emitidas mais parecem comportamento de campanha eleitoral que entendimento para buscar uma solução para os problemas que atingem a população. Se um lado entendeu que a crítica tinha objetivo difamatório, a resposta poderia ser diferente? Talvez não. Mas se o “maluco” utilizado foi no sentido de alguém que não sabe o que está fazendo... a resposta desviou o foco do assunto.
O fato é que as declarações de uma autoridade, principalmente do alto escalão, precisam ser feitas de forma que não permitam interpretações distorcidas por quem ouve ou lê. Às vezes tentar corrigir um mal-entendido é pior que não emitir opinião ou fazer uma afirmação. Como a maioria entendeu quando o presidente Bolsonaro disse que “quem quiser vir aqui fazer sexo com uma mulher, fique à vontade”. Assim como ele selecionou apenas uma parte do que Lula falou na entrevista, muitos entenderam que a frase dele está incentivando o turismo sexual no Brasil.
Infelizmente as agressões de parte a parte em nada melhoraram a situação que o país se encontra. O que todos precisam entender é que até as críticas construtivas, por sinal benéficas e necessárias, devem ser bem elaboradas antes de virem à público. Uma coisa é o ilustre Seu Zé Ninguém falar do governo atual; outra, totalmente diferente, é um ex-presidente, de muitos admiradores fervorosos, dizer o que pensa de quem está governando. Se a resposta do Bolsonaro foi descabida, as críticas do Lula em nada ajudaram na condução para o rumo certo. Portanto...
A sabedoria popular é rica em sintetizar tudo que levaria milhões de frases e palavras para se explicar ou justificar, em qualquer situação da vida cotidiana. Talvez o festival de agressões, reconhecidamente desnecessárias e inúteis, fosse evitado com duas filosofias baratas muito conhecidas dos brasileiros. Seriam: “quem fala muito dá bom-dia a cavalo” e “quem diz o que quer, ouve o que não quer”. Simples assim! Isso evitaria o aumento da animosidade que insiste em não acabar entre o governo e a oposição. Houve algum avanço na solução dos problemas conhecidos?
Um ex-ocupante do cargo máximo, que não conseguiu resolver os problemas mais sérios da Administração Pública, deve ser proibido de emitir opiniões sobre a gestão atual? Ou o fato da oportunidade estar nas mãos de outra pessoa desvaloriza as suas críticas e os seus questionamentos? Por outro lado, o atual ocupante tem o direito de debochar de quem teve a sua chance e a desperdiçou? Provavelmente nenhum dos dois esteja com a razão. Os tempos e a situação são diferentes. Mas os papéis da pedra e da vidraça continuam muito bem definidos.
Tanta inutilidade pública só poderia resultar na decepção de uma parte da população. Quem valoriza a boa política como o único caminho para o entendimento na solução dos problemas, sentiu que a gestão atual prefere outras opções. Valeu a pena o STF autorizar uma entrevista com o Lula? Será que o Bolsonaro não perdeu uma oportunidade de mostrar que as suas medidas são positivas para o país? O fato é que essa troca de farpas só massageou o ego dos que adoram ver quem tem mais disposição para difamar e insultar. Fazer política é uma arte!


J R Ichihara
28/04/2019

 Comente este texto
 

Comentário (0)

Deixe um comentário

Seu nome (obrigatório) (mínimo 3, máximo 255 caracteres) (checked.gif Lembrar)
Seu email (obrigatório) ( não será publicado)
Seu comentário (obrigatório) (mínimo 3, máximo 5000 caracteres)
 
Insira abaixo as letras que aparecem ao lado: dWTb (obrigatório e sensível. Utilize letras maiúsculas e minúsculas;)
 
Não envie mensagem ofensiva e procure manter um intercâmbio saudável com o seu correspondente, que com certeza busca dar o melhor de si naquilo que faz.
Seu IP sera enviado junto com a mensagem.