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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Jornalismo
 
Quem gosta de pobre é o PT
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Por que tem pobre que não gosta do PT?


Para fechar mais uma semana recheada de declarações mal recebidas pela população brasileira, o presidente Bolsonaro falou que quem gosta de pobre é o PT. O motivo foi por causa da proposta de isentar a cobrança de bagagem nas viagens domésticas aéreas. Além de dizer que não assinaria o documento, mostrou que não governa para mais de 200 milhões de pessoas, contrariando o seu discurso de posse. Para quem tem lapsos de memória, a justificativa para essa cobrança estava atrelada à redução no preço da passagem. Por que isso nunca aconteceu?
Aos poucos os que votaram nele acreditando nas mudanças positivas, aquelas que beneficiariam os mais necessitados, percebem que nada disso está acontecendo. Sabe-se que pequenos comerciantes, os que dependem da população de baixa renda ou dos inscritos no Bolsa Família, já sentem os efeitos de tanto corte nas políticas públicas, especialmente nos programas sociais. Diante disso, o entusiasmo demonstrado após os resultados das eleições presidenciais começa a perder força. A realidade é muito diferente do Paraíso que prometem nas campanhas.
Num momento sobre a solidão que o poder impõe a todos os ocupantes do cargo, o presidente declarou que reconhece seu despreparo para exercer a presidência. Soma-se a isso a intenção de transferir para os outros Poderes (Judiciário e Legislativo) a responsabilidade por não conseguir aprovar suas propostas encaminhadas para destravar o país. Por que somente agora ele tomou consciência que num regime democrático as coisas funcionam assim? Onde ele esteve nos últimos 28 anos que não conhecia esse tipo de problema? Será que falou o que não devia?
Se no combate ao desemprego e mudança na forma de fazer política ainda não mostrou a que veio este governo, a redução da violência e a impunidade à corrupção estão longe do patamar que muitos esperam. À parte o pouco tempo de gestão, mas as medidas anunciadas e as declarações públicas em nada sinaliza que teremos boas notícias num futuro próximo. Imputar a situação apenas à mídia e aos que torcem contra o país tem prazo de validade e credibilidade limitada. Omitir as denúncias de corrupção e matança colocam o país no rumo certo?
Diz-se que na política a pessoa deve deixar de lado as convicções pessoais e focar no bem-comum. Por isso o Estado Brasileiro é laico e todos devem ser tratados de forma igual perante as Leis. Será que o nosso presidente, declaradamente homofóbico, racista e misógino, simpatizante de torturas, avesso ao pagamento de impostos e tudo mais, tem condições de negociar com pessoas que discordam de suas opiniões? Ou tudo o que envolve negociação é simplesmente conceituado como toma lá dá cá? Será que a sua família é um exemplo imaculado?
Enquanto o atual governo e os seus apoiadores persistirem em construir algo grandioso em cima da desconstrução de tudo o que o PT fez nas suas gestões, o país continuará estagnado. Qual é o objetivo de revirar tudo o que já passou? Por que não aproveitar a lição aprendida e fazer diferente, com mais objetividade? Se o povo já pagou pelos erros... Qual é o avanço se ficarmos batendo na tecla que isso é responsabilidade do governo passado? Todos dizem que devemos olhar para o futuro, mas o que vemos é um interesse muito grande em rebuscar o passado.
Infelizmente temos de concordar com a brilhante declaração do presidente Bolsonaro. O PT gosta tanto de pobre que considerou essa fatia enorme da população brasileira como solução e não problema. Se as políticas públicas implantadas não foram suficientes para reduzir a desigualdade sonhada, paciência. Mas o resultado parcial mostrou que é possível dar melhores condições de vida para os milhões de excluídos secularmente tratados com indiferença. Talvez isso tenha assustado os que sempre gozaram de privilégios num país cheio de desamparados.


J R Ichihara
03/06/2019

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