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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Jornalismo
 
Vazajato, invasão de privacidade e tudo mais
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Somente juiz e procurador podem vazar informações sigilosas?


A notícia-bomba sobre a conversa do ex-juiz Sergio Moro com o procurador Deltan Dallagnol, através do aplicativo Telegram, divulgada pelo site The Intercept Brasil, onde fica claro a orientação de quem julgou o processo para quem fez a acusação, deu o que falar no Brasil e no mundo. O petardo teve como responsável o jornalista norte-americano Glenn Greenwald, que afirmou que isso representa apenas 1% do total de informações que está sendo analisado. O pano de fundo disso tudo é a condenação do ex-presidente Lula, no processo da Operação Lava Jato.
Por mais que os apoiadores ferrenhos da operação que prometia acabar com a corrupção no país queiram defender os envolvidos, alegando invasão de privacidade, o estrago e a credibilidade, assim como a legitimidade, sobre a condenação ficaram muito malvistas por quem respeita as Leis do Brasil. O comportamento parcial da República de Curitiba, como ficou conhecida a equipe que conduziu todo o processo, não era aceito por muitos integrantes do sistema judiciário e especialistas de renome nacional e internacional. Mas o objetivo foi atingido.
O que mudou sobre os desdobramentos na Operação Lava Jato, por causa desse fato que chegou ao conhecimento público? Para quem é a favor do combate à corrupção, obedecendo os limites legais, nada. Mas para quem tinha como objetivo condenar apenas os desafetos, não importando os meios utilizados, a revelação desagradou – e muito. Como praticar uma Justiça imparcial e isenta de seletividade, usando de meios ilegais para atingir um objetivo que interessava a determinado grupo? O ego e a arrogância do ex-juiz vedaram seus olhos para a realidade?
Talvez o entusiasmo declarado pelo ex-juiz que apoiava e justificava publicamente o vazamento de informações sigilosas, inclusive de conversas telefônicas entre uma presidente e um ex-presidente da República, tenha mudado. Da mesma forma que deixou vazar uma delação premiada, onde o PT era acusado, a poucos dias do segundo turno eleitoral para a Presidência da República. Por que acham errado o que fez o jornalista norte-americano? A imprensa não é livre? Ou somente um juiz pode fazer isso? Dizia ele que a população precisava saber das coisas.
Felizmente o estrelismo midiático de outrora ficou no passado. O astro que fazia e acontecia, sem qualquer impedimento legal, reduziu-se à condição do servidor público que deve satisfações dos seus atos perante a Justiça. Se ele sobreviver, o que provavelmente acontecerá por causa do presidente Bolsonaro, o pedestal onde o colocaram ficou rente ao chão. O caso lembra um filme que o elevou ao pódio da retidão, “A Lei é para todos”, onde ficou muito claro que ninguém pode estar acima dela... nem presidentes, muito menos juízes. Ou o filme era seletivo?
Quem sabe como a desqualificação das publicações é feita no Brasil não estranha nem um pouco o que já surgiu nas redes sociais sobre o autor da notícia. Choveram pedidos de extradição de Glenn Greenwald, ataques à sua reputação por ser homossexual e tudo mais. O que tem a ver sua preferência sexual com a gravidade na violação das leis? Alguém analisou o seu currículo e as relevantes premiações internacionais conquistadas por ele? Isso não é apelação grosseira e tentativa de denegrir a imagem profissional de alguém que apenas busca a verdade?
Lamentavelmente não é torcer contra este governo, mas o dia a dia tem mostrado que em pouco tempo ele já ofereceu mais problemas que solução. A cada nova crise interna que chega à público, a confiança que estamos no rumo certo diminui. Os superministros da Economia e da Justiça, queiram ou não os fanáticos por Bolsonaro, já mostram sinais de desgaste e muitos os querem fora da equipe. Por isso, o que disse o presidente Mito, “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos” tornou-se indispensável para uma população que ainda acredita no país. Então...


J R Ichihara
12/06/2019

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