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Jornalismo
 
Getúlio Vargas - e seus amigos trabalhadores
Por: Marlene Nascimento

Pergunte-se aos mais velhos quem foi o mais expressivo presidente do Brasil, que muitos responderão sem titubear: Getúlio Vargas.
Quando eu era criança ouvia adultos falando sobre o melhor presidente que o Brasil já tivera e que havia se suicidado – no Palácio de Catete, no dia 24 de agosto de 1954, com um tiro no coração.
A senhora minha mãe, getulista, falava muito nele. Através dela, tornei-me simpatizante da história de vida desse homem extraordinário. A febre getulista perdurou por anos após a morte de Getúlio Vargas. Getulistas ferrenhos fizeram questão de eternizar a Era Vargas.
Pondero que Getúlio Vargas foi um dos melhores presidentes do Brasil. Era um político astuto e singular. Foi amado e odiado em igual proporção. Sua ascensão à presidência, pode-se dizer, foi habilmente planejada por ele mesmo. Pertinaz, deambulou por vários cargos até conquistar a presidência por voto indireto. Exonerou a República velha e depôs seu último presidente, Washington Luiz, impedindo a posse do presidente eleito, Júlio Prestes. Em 1934, promulgou uma nova Constituição. Em 1937, fechou o Congresso, prescreveu todos os partidos, instalou o Estado Novo e governou com poderes ditatoriais.
Este era Getúlio Vargas, o presidente que incomodava patrões e sindicatos, defendendo os trabalhadores. Ambos, patrões e sindicatos, tinham muito a perder com tanto favorecimentos. Seus opositores não lhe davam trégua, mas Getúlio guerreava contra eles, fazendo-se amigo do povo, criando ministérios, mesmo sofrendo intensa pressão adversária.
Naqueles idos, os trabalhadores eram destituídos de benefícios trabalhistas. Não havia horário fixo de trabalho, não se pagava horas extras, não existiam férias remuneradas. Em meio ao descontentamento geral dos seus inimigos, Getúlio criou o Ministério do Trabalho Indústria e Comércio, o Ministério da Educação e Cultura, criou a Justiça do Trabalho e o Ministério da Justiça. Em 1940 criou o salário mínimo. Também criou a carteira profissional, a semana de 48 horas de trabalho, as férias remuneradas e Consolidação das Leis do Trabalho. Na área estatal, criou a Companhia Siderúrgica Nacional, a Vale do Rio Doce, a Hidrelétrica do Vale do São Francisco, e entidades como o IBGE.
Foi derrubado pelos militares em 1945, retornando à presidência na eleição de 1950, quando criou a Petrobrás. O envolvimento do chefe de sua guarda pessoal no atentado contra o jornalista Carlos Lacerda levou as Forças Armadas a exigir sua renúncia no último ano do mandato.
Getúlio Vargas foi o único presidente do Brasil que se suicidou. “Só saio do Catete morto!” Foi o que exclamou quando exigiram a sua renúncia. Assim aconteceu. Ele apontou os inimigos da nação como responsáveis por seu suicídio. Eis a última frase de sua carta-testamento: “Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história.”
Getúlio Vargas era um homem que tinha uma visão do futuro mais ampla, mais clara, uma visão bem à frente e, suicidando-se, acabou deixando no seu povo certo déjà-vu. Sendo um homem forte, porque ele se mataria se tinha tantas ideias brilhantes de reformas? Com seu perfil, algo ditador, mandava e desmandava. Era um mouro político, um herói, uma figura por demais querida pelo povo. Como ele pôde se matar?! A pressão que vinha sofrendo como presidente popular o levou à morte? Por que um homem forte como ele se mataria? Ou o mataram? Tantas décadas passadas, se suicídio ou assassinato, jamais saberemos.
De todos os presidentes que o Brasil já teve a maioria constituiu-se de presidentes inexpressivos. Outro dos melhores foi Juscelino Kubitschek, o construtor de hidrelétricas e estradas. Ele enriqueceu a industrialização e a modernização da economia. Seu maior feito foi a construção de Brasília. Em pós-Era Vargas, seu governo foi marcado por mudanças sociais e culturais como os festivais de música e a moda da bossa-nova.
Contudo, será sempre Getúlio Vargas, o presidente que responderei à pergunta, “Qual o melhor presidente que o Brasil já teve?”

(Algumas citações Web)

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