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Jornalismo
 
Pobres abelhinhas!
Por: Marlene Nascimento

Como tudo mudou desde o período da Revolução Industrial! Somos nós, os moradores mais sábios do planeta, que percebemos mudanças tão drásticas no nosso velho e querido mundo. Mudanças comportamentais, culturais, climáticas, mudanças que sempre acontecerão, porque mudanças são necessárias. A roda do tempo gira, mas, se sabiamente sabemos, mudanças mudam muito mais para pior. Em era hodierna, o homem deu uma reviravolta espetacular. E o mundo mudou, não porque tão somente as novas gerações zombam-nos quando afirmamos que o homem pisou de verdade na Lua, ou quando afirmamos que a escravidão indigna de africanos perdurou por 300 anos, ou quando afirmamos que o Holocausto foi um acontecimento terrível. O mundo mudou porque tudo se transforma. Para melhor ou pior, tudo muda.

Obviamente, vivemos novos tempos. É uma nova era: as crianças já não brincam de amarelinha; vizinhos e parentes apenas se toleram, e olha lá!; amigos legais são os de site de amizades; o computador nos lares esvaziou as bibliotecas; o rio já não flui límpido para o oceano; fanáticos enriquecem lideres religiosos; a população é “cuidada e mimada” pelo Estado, desde que se pague caríssimo por tais cuidados e mimos extremados.

Se a transformação do mundo nos trouxe algumas coisas boas, por outro lado nos trouxe uma montanha de coisas ruins que subjugam as boas. Podemos citar as mudanças climáticas descongelando a Antártica, as matas sendo dizimadas, as plantações causando males à fauna e à flora pelo uso abusivo de pesticidas (pobres abelhinhas!), e entre outros, podemos também citar a paranoia dos aparelhos celulares. Oh, que admirável mundo novo!

Como somos plenos de confortos! Afinal, a parafernália eletroeletrônica - onde os livros dos grandes pensadores não tem vez, relegados ao ostracismo que estão - faz a felicidade dos homens modernos em um mundo onde os canceres e ataques cardíacos dos altamente estressados continuam matando milhares de pessoas por ano, onde o abuso de substância lícitas e/ou ilícitas continua abreviando a vida, onde o índice de suicídios cresce de forma assombrosa, além d’outros males.

O homem moderno deambula meio que perdido num planeta à beira do caos (pobres abelhinhas de novo!). Eis aí, que chega o dia que o pobre Homo sapiens – prisioneiro que está num mundo de dados virtuais, senhas, boletos, tributos... - principia a sonhar com uma vida paradisíaca no campo, morando num simples ranchinho, pulmões exalando oxigênio puro, olhos absorvendo as frases de um bom livro, ouvidos entregue aos canto dos pássaros, os sentidos entregue aos ardores da uma espiritualidade santa.

Mas não será tarde demais? Martinho Lutero filosofou “Fazer boas obras é necessário; correto – porém não para chegar a ser por meio delas uma nova criação.” Sim, não ser a criação e maximização da ignorância: não poluir mais o que já está poluído, não desmatar mais o que já está desmatado, não bater incessantemente o martelo encima da sentença de morte pronunciada.

Sim, já estamos jogando dados com a nossa própria solidão, com a nossa própria incapacidade de gerenciarmos para melhor o mundo em que vivemos. A humanidade sabe que precisa iniciar a mudança do futuro hoje. Não adianta apenas continuar bordando e enfeitando os pensamentos, mas semeando ódio no coração. Se não habilitarmos a nós e gerações mais jovens da importância da preservação da vida, assistiremos a extinção da fauna e da flora. Que seja cada um fazendo a sua parte. Somos nós, os que habitamos a terra aqui e agora, que devemos erguer as mangas e salvá-la, antes que aconteça o holocausto final (pobres abelhinhas novamente!). E... pobres de nós!


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