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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Jornalismo
 
Uberização do trabalho e a tribalização da sociedade
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

O pior cego é o que não quer ver?


Qual alternativa, ou a saída digna para sobreviver honestamente, que muitos encontram atualmente no Brasil? Trabalhar com o aplicativo Uber! O termo virou símbolo de última opção para continuar defendendo uma renda nesses tempos de desemprego e desalento. Igual a cópia de documentos que ficou conhecida nacionalmente como Xerox. Pois bem. Isso vem ao encontro dos neoliberais convictos que entregam tudo nas mãos do Deus Mercado, aquele que se autorregula. Portanto, não adianta ficar esperando a aprovação de uma Reforma salvadora.
Sabe-se que tudo neste país vira modismo, independentemente do efeito imediato e das consequências a longo prazo. Por isso que somos conhecidos como o povo mais adaptável na face da Terra. A cada solução milagrosa proposta, o trabalhador rapidamente se adapta – o instinto de sobrevivência fala mais alto. Daí a terceirização, a quarteirização, a pejotização... e agora a uberização. Como duvidar que somos flexíveis, maleáveis, tipo o camaleão que assume a cor necessária para disfarçar a sua presença como proteção contra os seus predadores. Portanto...
O que não impede nenhuma medida futura contra a precarização do trabalho no nosso país é a enorme desigualdade social e econômica visivelmente exposta no dia a dia. Desta forma, as empresas privadas ficam muito à vontade para manter os baixos salários e as condições desumanas para os empregados, principalmente os de baixa qualificação profissional. O corretivo para adequar a relação capital x trabalho seria a Reforma Trabalhista. Mas o que aconteceu? Onde estão as evidências que o grande empecilho para a oferta de trabalho era a CLT?
Infelizmente os poderosos conseguiram dividir a população entre os contra e os a favor, em tudo que se possa imaginar. Votou em tal partido? É a favor da corrupção! Elegeu o candidato de um determinado partido? É um cidadão de bem que só quer acabar com a roubalheira! Acabou o direito de escolher, livremente, quem acha mais bem preparado para comandar a cidade, o estado ou o país? O pior é que isso se estende a tudo que regula a vida em sociedade. Criticar algumas autoridades, jamais. Denegrir outros, faz parte do processo de limpeza ética e moral.
Enquanto os manipulados se agridem por objetivos que deveriam ser convergentes, os controladores do destino de todos riem à toa. Alguém duvida disso? Os tais Fake News que o digam! Quantos formam a opinião sobre tudo que ocorre no país baseados apenas no que leem nas redes sociais? Como disse o reconhecido cientista Miguel Nicolelis, em uma entrevista para o jornalista Luís Nassif: os meios de comunicação atuais, assim como as metas traçadas pelas escolas, emburreceram a educação mundial. Vocabulário escasso, leitura pobre, escrita sofrível.
Mas os otimistas sobre o futuro do Brasil, agora sob o comando do presidente Mito, acreditam numa reviravolta sem precedentes na história do país. Declarações que vêm ao encontro da vontade popular não faltam. Fim do toma lá, dá cá, desfazer tudo que o PT fez, pois este é que gosta de pobre, nomear pessoas para a equipe valorizando o conhecimento técnico, aprovação das Reformas e tudo mais. Será que tanta proeza não merece questionamentos? Quais os critérios para nomear o seu filho para a Embaixada nos Estados Unidos? Não vem ao caso?
A vida tem de seguir, diz o ditado popular, apesar das dificuldades e dos que torcem contra. E se as tentativas para tirar o país do atoleiro estiverem equivocadas... resta a uberização como tábua de salvação para quem acredita que o trabalho enobrece. Mas o exemplo do presidente, que trabalhou colhendo milho na fazenda da família, é mais do que convincente. Talvez com esse espelho, o seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, com larga experiência na área diplomática, é uma prova incontestável de que o trabalho dignifica o ser humano. Como duvidar?


J R Ichihara
13/07/2019

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