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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Saldo positivo depois de 7 meses?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Quando começarem a governar...


Depois de 7 meses de governo, entremeado de declarações polêmicas, desnecessárias e sem qualquer efeito positivo, o Mito falou que não vai mudar o seu comportamento. Provavelmente a sua equipe de comunicação lhe aconselhou a moderar nas suas aparições públicas, mas a população soube que ele se considera autêntico, doa a quem doer. Em uma entrevista ao Globo, até então inimigo, ele falou "Sou assim mesmo. Não tem estratégia. Se eu estivesse preocupado com 2022 não dava essas declarações". E pensar que está no comando.
Mas haveria algum motivo para ele dizer ao presidente da OAB, o jurista Felipe Santa Cruz, como o seu pai desapareceu na Ditadura Militar, em 1974? Isso foi um complemento que ele emendou ao comentar sobre a decisão de considerar o individuo que o esfaqueou, Adélio Bispo, durante a campanha eleitoral à presidência da República, como doente mental – ele ficará num manicômio e não num presídio. Aproveitou para desqualificar as informações da Comissão da Verdade sobre o desaparecimento de pessoas, após a prisão, sob a gestão dos militares.
Alguns especialistas em política veem as atitudes do Mito como uma estratégia de desviar a atenção dos assuntos mais importantes, para conseguir aprovar sem tumultos, enquanto trabalha nos bastidores junto para isso. Outros, entretanto, acham que é despreparo mesmo, comportamento de quem não tem nada a declarar diante dos enormes problemas que afetam o cidadão esperançoso. Tirando a Reforma da Previdência, a tal que salvará o país, qual proposta sinaliza um rumo para a saída das crises econômica, política e moral? Metade do ano já foi!
O inexplicável é como pessoas que esperavam uma gestão totalmente diferente do que veem ainda apoiam tudo que o atual presidente faz e desfaz. Será que a única justificativa é que o pior que seja ainda é melhor que o PT no poder? Nada de nepotismo! Todo cargo será ocupado por merecimento, critério técnico, acabar com a mamata. Mas quando questionado sobre o uso do helicóptero da FAB, por parentes para uso particular, chama de pergunta idiota. Sobre a indicação do filho para a Embaixada em Washington, afirmou que vai beneficiar o filho, sim. O que melhorou?
Bolsonaro dizia que no seu governo os índios não teriam um centímetro de terra a mais. Dava a entender – e isso continua ainda hoje – que eles têm mais do que precisam. Será por isso que os garimpeiros decidiram invadir reservas indígenas no Amapá e matar um líder da tribo Waiãpi? Se isso é motivo de aplausos entre os fãs ardorosos do Mito, a repercussão no mundo civilizado é bem diferente. Da mesma forma que anunciar que o desmatamento na Amazônia é baseado em dados inconfiáveis do INPE e dizer há fome no país é mentira. Tudo balela?
Uma preocupação do cidadão comum é a importância que o atual presidente dá a assuntos de menor impacto para mudar a situação de desemprego e a inadimplência que atinge milhões de pessoas no país. Dispensar a Autoescola para tirar a Carteira Nacional de Habilitação não aumenta o desemprego? Os que apoiam a ideia, alegando os péssimos motoristas que proliferam nas ruas, esquecem que poderiam intensificar a fiscalização, sem fechar os estabelecimentos que geram empregos. Para combater a corrupção não precisa fechar empresas.
Infelizmente, para quem esperava uma solução imediata para o Brasil, simplesmente tirando o PT do poder e colocando o Mito, a realidade é muito diferente do discurso. O comportamento do presidente comprova que ninguém é perfeito e livre das tentações que o poder oferece, muito menos deve se colocar acima da Lei e da Justiça. Governar um país complexo e extremamente desigual não é para qualquer um – o conhecido gesto de arminhas com as mãos nada resolve diante dos problemas existentes. O fato é que poucos viram as mudanças radicais.


J R Ichihara
31/07/2019

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