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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Onde há fumaça... Não há fogo!!!
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Tem horas que o herói é um simples bombeiro


Como interpretar a posição do governo brasileiro sobre a devastação e as queimadas na Amazônia e a repercussão internacional sobre o assunto? O presidente Bolsonaro insinuou que as ONGs são as responsáveis pelas tragédias, sendo totalmente apoiado pelo ministro do Meio Ambiente, além dos seus fanáticos seguidores. As medidas dos importadores de nossos produtos do agronegócio, especialmente os europeus, manifestaram suas preocupações e avisaram sobre as possíveis retaliações por causa da indiferença do poder central do Brasil sobre o caso.
Será que o tal viés ideológico chegou ao ponto de induzir as pessoas e não enxergar o que está acontecendo? Por que buscar dados anteriores e suspeita sobre os desvios de verbas destinadas à preservação ambiental, como se isso resolvesse o problema? Qual das declarações do nosso presidente sinaliza que está preocupado com a situação? Para piorar o quadro dramático, alguns fãs do Mito alegam que os defensores da preservação deviam morar na floresta. Talvez não queiram ver que os efeitos das queimadas chegaram às cidades. Tudo é suspeito?
Infelizmente a degradação do meio ambiente não atinge apenas os petralhas comunistas que tudo fazem para atrapalhar o governo que quer colocar o país de volta aos trilhos do desenvolvimento. Como não entender isso? Por que defender uma política que incentiva a devastação, preferindo colocar a culpa nas organizações que tentam mostrar o que está acontecendo? Será que o bem-estar comum melhora com o aumento do uso de agrotóxicos, o desmatamento e as queimadas? Qual a verdade atrás da cortina de fumaça que inundou o país?
Rebobinando o discurso de posse do presidente, onde enfatizou o incentivo às exportações, principalmente para os Estados Unidos e Europa, sendo colocado num pedestal por fechar o Acordo Mercosul – União Europeia, causa espanto suas respostas sobre as preocupações da Alemanha, da Noruega e da França, com o meio ambiente. Demonstrar soberania e pulso firme, debochando com palavras agressivas, pode custar uma retaliação prejudicial ao equilíbrio da balança comercial. Nem sempre é hora de ironizar com os parceiros.
Quais as fontes de informações deste governo para planejar as ações que nos tirariam da crise e melhoraria nossa imagem desgastada perante o mundo? Talvez a nova forma de fazer política leve um tempo para ser assimilada pela população, classe empresarial e entidades representantes dos interesses comuns do país. Se nada do que existiu até dezembro de 2018 era confiável... quanto tempo precisaremos para corrigir tudo que estava errado e deslanchar no cenário mundial? A prática mostra que um mandato é pouquíssimo para algo tão grandioso.
Um dos problemas da segregação por causa do ódio é que poucos conseguem discernir politicagem de uma situação que atinge a todos indistintamente. Onde os defensores do Mito encontrarão um ambiente saudável se essa forma de tratar o meio ambiente persistir? Será que ele reservou uma bolha especial para abrigar quem o apoia? Ou o socorro providencial virá dos grande parceiro e ídolo, Donald Trump? Alguém se lembra do Tio Sam deixando os seus interesses de lado para resolver tragédia alheia? Nem todos tem o poder suficiente para tudo.
Nesses tempos de fake news em alta, o espaço para absurdos é muito propício para todo tipo de opinião, inclusive o reforço de que tudo não passa de conspiração. Qualquer ser humano de inteligência mediana sabe que toda relação comercial entre países envolve interesses, onde o jogo não é para amadores. Da mesma forma que a cobiça que a Amazônia desperta não é nenhum segredo de Estado. Portanto, as chamas e a fumaça que os vídeos mostram podem até encobrir objetivos escusos, mas o prejuízo ambiental é real e precisa ser encarado com mais seriedade.


J R Ichihara
24/08/2019

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