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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Tão cedo para jogar a toalha
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Tem batalha que não é para qualquer um


A população brasileira está se acostumando com as declarações do presidente Bolsonaro que depois são desmentidas. Os opositores mais aguerridos fazem a farra cada vez que mais uma delas chega ao conhecimento público. Vive-se uma expectativa de ouvir algo positivo, uma notícia que sinalize alguma esperança para quem só resta isso mesmo. Mas, infelizmente, tudo que chega ao povo é o anúncio de mais cortes de verbas nos serviços essenciais. A mais recente é nas bolsas de mestrado e doutorado, além do Minha Casa Minha Vida e da Bolsa Família.
Uma das poucas promessas sobre os criticados programas sociais fortalecidos nas gestões petistas, do então candidato, era conceder o 13º salário para o Bolsa Família. Será que isso foi o suficiente para conquistar os votos necessários? Ou seria um fio de esperança de mudança na firme determinação de destruir tudo que o PT construiu? Pelo sim, pelo não, os que acreditaram na generosidade do Mito chegaram à triste conclusão que este governo detesta os pobres que atrapalham os planos de desenvolvimento. Afinal, quem gosta deles são os vermelhos!
Mas a capacidade deste governo de criar polêmicas desnecessárias merece um honroso título de campeão imbatível. Virou pilhéria a tentativa de consertar as declarações irresponsavelmente divulgadas. Não há fome no Brasil, acabou a mamata, fim do toma lá dá cá, entre outras pérolas fartamente jogadas na mídia. Sobre o uso de aeronaves oficiais por parentes, disse que não permitiria que fossem de carro à uma cerimônia de casamento. Também defendeu a carona da esposa do chanceler Ernesto Araújo, numa avião da FAB, para passar férias em Paris.
O que se vê nesta gestão que prometeu ser o exemplo de moralidade e respeito no uso dos recursos públicos, em nada difere do que o atual presidente tanto criticava. Soube-se que o corte de verbas na Educação foi usado para Emendas Parlamentares, com o objetivo de conseguir a aprovação da Reforma da Previdência. Esta é a nova forma de fazer política anunciada? Fala-se agora que há promessa de cargos de direção para parlamentares em troca de apoio na Câmara e no Senado. Qual a grande diferença com o que estávamos acostumados a ver neste país?
Enquanto o fogo consome as florestas na Amazônia e o bate-boca entre os defensores e apoiadores do Mito não buscam uma trégua, os parlamentares do Centrão e da oposição costuram a aprovação de um projeto que aumenta o financiamento público para a campanha eleitoral de 2020. O valor passaria da bagatela de R$2,5 bilhões para R$ 3,7 bilhões. Se isso pode ser feito, mesmo com o corte que sacrifica áreas indispensáveis como Educação e Saúde, os desprotegidos que concordam com as medidas patrióticas do presidente precisam rever suas convicções.
Para quem acha que os críticos e questionadores das medidas e das declarações públicas do atual presidente, assim a forma como trata os seus auxiliares diretos, torcem contra o país seria muito oportuno um exame de consciência para encarar a verdade. O que mudou com relação ao desemprego, a desindustrialização e a preservação do meio ambiente? Fontes confiáveis apontam que as vagas formais ocupadas pagam salários menores. Qual indústria vai produzir sem a perspectiva de um mercado consumidor? Já a autorização de queimadas fora da Amazônia...
Vazou que Bolsonaro teria dito que pretende ir embora do Brasil. Como vivemos numa época onde há muito espaço para semear notícias falsas, deve-se ter muita cautela sobre isso. Melhor aguardar a declaração do próprio presidente. Se não está conseguindo sobreviver sob a enorme cobrança e ataques que o cargo impõe – disse que até chora em momentos de solidão – a ideia que fazia do cargo é muito diferente da realidade. Talvez estivesse coberto de razão quando disse que não nasceu para ser presidente, mas militar. Será que vai cumprir todo o mandato?


J R Ichihara
03/09/2019

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