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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Vendendo tudo... Até a alma?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Verde para dentro e vermelho para fora!


A foto estampada nos meios de comunicação do país, no Dia da Independência, mostra o presidente Bolsonaro ao lado do Edir Macedo, dono da TV Record e bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, e do Sílvio Santos, dono da TV SBT, Baú da Felicidade e outros, no palanque oficial. Para os fãs incondicionais isso foi uma resposta aos ataques que vem sofrendo por parte da TV Globo. Já para os críticos, é a conhecida venda da alma para se manter no poder, uma vez que os índices de aprovação no comando do país estão em queda acelerada ladeira abaixo.
Dias antes da data comemorativa, o Mito pediu que os brasileiros de bem comparecessem aos locais dos eventos nas suas cidades vestidos de verde e amarelo. A corrente contrária à sua forma de governar se manifestou incentivando que o traje deveria ser preto, num claro sinal de que o país está de luto quanto aos direitos e liberdades individuais. Mas sem uma avaliação imparcial sobre a decisão das pessoas, não ficou evidente se as ruas amarelaram ou escureceram. À parte a cor que cada um usou, os problemas em nada mudaram por causa disso. Então...
Mas uma notícia que não deixou esfriar as críticas ao atual presidente foi a sua ausência na Reunião da Assembleia Geral da ONU, no próximo dia 24/9, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, onde tradicionalmente a abertura é feita pelo presidente da República do Brasil. Os opositores, assim como a diplomacia brasileira, veem com preocupação o pronunciamento de Bolsonaro e a recepção dos demais líderes, por causa das polêmicas criadas por ele recentemente. Mais ainda porque confirmou sua presença, apesar da cirurgia feita neste domingo.
Infelizmente os que esperam um governo que gaste tempo e energia na procura da unificação do povo e centralize o foco na solução do desemprego e da política de ódio implantada, percebem que as medidas tomadas não sinalizam que o objetivo é este. Todas decisões para a condução das atividades essenciais alimentam a segregação entre as pessoas. Exemplos? A declaração do ministro da Educação que a Universidade é cara e, portanto, não pode ser para todos. Também ouvir do ministro da Saúde que o SUS deve acabar com atendimento gratuito.
Parece, salvo engano na análise, que o atual governo entende que a maioria da população não precisa de nenhum atendimento público nas suas necessidades como cidadão. Isentar a polícia de praticar violência contra os moradores da periferia, como forma de proteger o cidadão de bem dos bairros chiques, soa com legalizar a matança que todos conhecem em qualquer cidade mediana no Brasil. Mas se isso ganha a simpatia e aprovação da classe média, a que se acha rica mas depende de emprego e salário, não resta nenhuma dúvida que a política está corretíssima.
Há algum tempo o brasileiro se depara com o problema da cor a ser adotada como o símbolo de progresso e desenvolvimento. Seja na bandeira, seja no vestuário. Daí chamar alguém de vermelho é sinônimo de mentalidade atrasada, de subdesenvolvimento, de usar a pobreza como argumento para não tentar melhorar de vida. Por isso, bradar que somos verde e amarelo enche o peito do patriota incondicional, mesmo que isso signifique absolutamente nada. Nessas horas não importa a cor de quem está vestido patrioticamente correto, mas no dia a dia...
Uma curiosidade, porém, chama a atenção de quem leva as cores da bandeira de um país a sério. Se isso é decisivo para traçar o caminho do desenvolvimento, a nossa escolha está longe de chegarmos onde queremos. Infelizmente, quando olhamos para as bandeiras dos 7 países mais ricos do mundo, observamos que em nenhuma delas o verde e o amarelo estão juntos, mas em todas constatamos a presença do vermelho. Não é uma ironia para quem rejeita “terrivelmente” isso? Quais cores o nosso presidente vê quando beija a bandeira dos Estados Unidos?


J R Ichihara
09/09/2019

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