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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Melhor Jair se acostumando?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

O perigo de acreditar na manipulação


As pessoas já se acostumaram com as declarações e respostas do presidente Bolsonaro e de alguns membros do alto escalão do seu governo? Durante a campanha – e logo após a vitória no segundo turno das eleições – o slogan dos fãs incondicionais do Mito era “é melhor Jair se acostumando”, numa alusão ao nome do candidato vencedor. Passados 9 meses no comando do país, muitas declarações surpreendem pela forma deselegante para quem ocupa um cargo tão importante. Se alguns acham isso uma prova de autenticidade... A repercussão mostra outra coisa.
O ritual adotado pelo atual presidente para manter um contato direto com os seus apoiadores, no portão do Palácio da Alvorada, teve um fato curioso na manhã do último sábado. Um homem que se encontrava no local perguntou se ele sabia onde está o Fabrício Queiroz, o ex-assessor do seu filho Flávio Bolsonaro. O presidente respondeu “tá com a sua mãe”. A resposta chocou alguns e recebeu aplausos de outros, mas quem esperava uma saída diplomática, apesar da pergunta ser inconveniente, ratificou o questionamento sobre o equilíbrio emocional dele.
Mas uma declaração do ministro da Educação, a área fundamental para alavancar o desenvolvimento, segundo a maioria, deixou alguns críticos revoltados. Disse ele: “está cheio de doutor sem emprego, mas é difícil encanador passar fome”. O argumento foi para justificar o bloqueio de verbas para as Universidades Públicas para priorizar a educação infantil. Alguns especialistas acham que o motivo é privatizar todo o ensino superior e militarizar o restante da educação pública. Curioso é que os países que se destacaram não formam muitos encanadores.
Como muitos acham que a articulação política do governo Bolsonaro é ineficiente, qualquer declaração negativa da sua base de apoio, mostrando desavenças internas, repercute de forma positiva para a oposição. As críticas do líder do governo no senado, Major Olímpio (PSL-SP), ao filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), por divergências sobre a CPI da Toga, foi um prato cheio. Olímpio é a favor e Flávio é contra. Entre as várias declarações sobre este assunto, o Major Olímpio declarou que “Flávio Bolsonaro acabou, não existe”. Melhor Jair...
Fora das intrigas no Senado, mas que respingam no Planalto, as declarações de antigos apoiadores de Bolsonaro ganham destaque na mídia. Um dos focos das notícias vem do governador de São Paulo, o ex-aliado João Dória, que liderou a dobradinha chamada de BolsoDoria, durante a campanha eleitoral. O governador, que não esconde a pretensão de ser presidente da República, já avisou ao Mito que a campanha acabou. Também teve divergências com o filho do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro. É um meio fértil para futricas.
Para os mais atentos tudo isso é uma rede de intrigas com o objetivo desviar a atenção da Vaza Jato. Mentira ou verdade, o fato é que o assunto perdeu o centro dos holofotes. Afinal, quem dispensa uma boa fofoca no jogo do poder? Como deixar de saber quem são o agressor e a vítima? O papel da mídia é destacar o que interessa, os temas que são importantes do momento, mas o carro-chefe deste negócio é a notícia que eleva a audiência à estratosfera. Qual importância tem o pedido de falência da Odebrecht, pela Caixa Econômica Federal, para a economia do país?
Um assunto, porém, não pode deixar de virar notícia por alguns dias. Trata-se da Cessão Onerosa do petróleo. Grosso modo é a transferência do governo para uma empresa extrair o produto, mediante um pagamento previamente acertado. Os especialistas acham que os senadores querem a distribuição dos recursos do petróleo com estados e municípios, em troca da aprovação da Reforma da Previdência, ora em tramitação naquela Casa Parlamentar. Enquanto isso, a população continuará sendo bombardeada com boas e más notícias... e se acostumando.


J R Ichihara
07/10/2019

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